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	<title>Aula de redação</title>
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	<description>Material para aulas particulares. Trabalho também a distância.</description>
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		<title>Aula de redação</title>
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		<title>Proposta de carta a João Estrella. Leia e escreva.</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 14:05:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>profa red</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem  Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguém tem alguma dúvida de que os jovens não estão nem aí para essa culpa? Eu negociei com muita gente de elite. É pura festa. OI! POSSO me sentar? Desculpem-me, mas não pude deixar de ouvir a conversa&#8230; É que esse assunto muito me interessa. Como vocês sabem, negociei cocaína no Brasil e no exterior [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=profared.wordpress.com&amp;blog=3477185&amp;post=2071&amp;subd=profared&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table width="100%" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0">
<tbody>
<tr>
<td style="text-indent:30pt;text-align:justify;"><font face="verdana">
<p><em>Alguém tem alguma dúvida de que os jovens não estão nem aí para essa culpa? Eu negociei com muita gente de elite. É pura festa. </em></p>
<p>OI!<br />
POSSO me sentar? Desculpem-me, mas não pude deixar de ouvir a<br />
conversa&#8230; É que esse assunto muito me interessa. Como vocês sabem,<br />
negociei cocaína no Brasil e no exterior por seis anos, entre 1989 e<br />
1995. Nesse período, consumi quantidades industriais de drogas -LSD,<br />
haxixe, cocaína, ecstasy, álcool, cigarros, cogumelos, maconha etc.<br />
Hoje, posso dizer com tranqüilidade que estou fora de tudo isso. Mas<br />
não foi fácil. <br />Fui preso em 1995. Fiquei quatro meses na Polícia<br />
Federal da praça Mauá, no Rio de Janeiro, até sair o resultado do meu<br />
julgamento. Na sentença, a juíza me condenou a dois anos de internação<br />
em um manicômio judiciário no complexo Frei Caneca, também no Rio. <br />As<br />
pessoas que lá nunca estiveram dizem que foi mole, que a sentença foi<br />
baixa etc. Mas não é assim. Basta olhar o nosso sistema prisional -há<br />
exemplos trágicos muito recentes- para entender que, no Brasil, nem<br />
mesmo um único dia na prisão é &#8220;mole&#8221;. Aquela é uma realidade sobre a<br />
qual ninguém pode falar de fora. <br />Fui condenado a quatro anos de<br />
prisão. Se fosse cumprir essa sentença, poderia sair em um ano e meio<br />
com bom comportamento. A juíza substituiu a pena para dois anos no<br />
manicômio. Lá, você tem que se recuperar, porque, se não tiver uma<br />
série de pareceres positivos, a sua pena é renovada tantas vezes<br />
quantas o juiz achar conveniente. <br />São duas situações diferentes,<br />
na PF e no manicômio. Naquela, a vida com pessoas em constante crise de<br />
abstinência e com problemas de espaço e convivência. Neste, o convívio<br />
com pessoas que tinham graves problemas psicológicos e eram, em alguns<br />
casos, bastante violentas. <br />Na primeira situação, em que não<br />
entravam drogas, as pancadarias eram constantes entre os presos e era<br />
quase impossível não se envolver. <br />No manicômio, por sua vez, tive<br />
o &#8220;privilégio&#8221; de conviver na mesma cela com pessoas que haviam matado<br />
seus pais, assassinado o próprio filho com pauladas e até com<br />
psicopatas famosos, como um que matava crianças -foram 14- e comia seus<br />
órgãos depois que elas estavam mortas. <br />Além da violência, algo que<br />
me impressionou foi que, pelo menos na época, o segredo de Justiça para<br />
quem fizesse denúncias -tipo delação premiada- não passava de promessa<br />
vazia. Na PF, fui colocado na cela de uma facção por (ainda bem!) não<br />
ter denunciado ninguém. Uma pessoa que tinha feito denúncias acabou<br />
sendo espancada -o depoimento do cara foi entregue na íntegra a mim e<br />
às pessoas que estavam na cela comigo. <br />É, meu amigo, só quem não<br />
sabe nada da prisão é que pode dizer que minha sentença foi &#8220;mole&#8221;. E<br />
só quem não sabe nada de criminalidade pode achar que apontar a classe<br />
média consumidora de drogas como responsável pela violência nos centros<br />
urbanos vai ajudar em alguma coisa. <br />Sei que &#8220;Tropa de Elite&#8221; ajudou a levantar essa questão; mas, segundo consta, foi de forma não intencional. <br />Será<br />
que alguém tem alguma dúvida de que os jovens não estão nem aí para<br />
essa culpa? Alguém tem a ilusão de que o consumidor de drogas possa<br />
estar preocupado se está ou não alimentando a violência? Eu negociei<br />
com muita gente de elite. É pura festa, meu amigo. Pura festa. <br />Sabe,<br />
é fácil encontrar culpados, mas nós precisamos é de soluções. Se é para<br />
falar de culpa, bem, a sociedade como um todo tem responsabilidade por<br />
quem elege para administrar o dinheiro dos nossos impostos. <br />Mas<br />
não é só neguinho da elite que não tá nem aí. O jovem pobre e criminoso<br />
também não está preocupado com isso -e tem lá os seus motivos. <br />Ele<br />
faz parte de uma parcela da população que, além de ser massacrada pela<br />
miséria, ainda é esculachada pela polícia, enganada por políticos e<br />
jogada na marginalidade mesmo quando não é bandida, pois marginal é<br />
aquele que não participa da comunidade, aquele que é excluído. Esses<br />
cidadãos, que são os mais combatidos e que não têm direito a cela<br />
especial, são mais vítimas do que culpados. <br />Sinceramente? A cocaína e o ecstasy são problemas, sim, mas não são os mais graves que temos neste país. <br />Aliás,<br />
por falar em drogas, quer tomar um &#8220;drink&#8221;? Então&#8230; Temos o álcool,<br />
que, se não me engano, aparece em primeiro lugar na lista de<br />
destruição: homicídios, acidentes automobilísticos fatais, demolição<br />
familiar, violência doméstica&#8230; A cocaína aparece em quinto ou sexto<br />
lugar na lista de ocorrências com morte. <br />Temos ainda a fome, a<br />
falta d&#8221;água, a falta de terra, a falta de vergonha na cara dessa corja<br />
que depena o país. A bem da verdade, quem dera nossos maiores problemas<br />
fossem os ecstasys que a rapaziada toma nas festas e que estão na mídia<br />
o tempo todo.</p>
<p><em>JOÃO GUILHERME ESTRELLA, 46, é cantor,<br />
compositor e produtor. Em sua história real foram baseados o livro e o<br />
filme &#8220;Meu Nome Não É Johnny&#8221;.</em></p>
<p><em>Os artigos publicados com<br />
assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao<br />
propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e<br />
de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. </em><a href="mailto:debates@uol.com.br"><em>debates@uol.com.br</em></a> </p>
<p></font></td>
</tr>
<tr>
<td>&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td>&nbsp;</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/profared.wordpress.com/2071/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/profared.wordpress.com/2071/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/profared.wordpress.com/2071/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/profared.wordpress.com/2071/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/profared.wordpress.com/2071/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/profared.wordpress.com/2071/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/profared.wordpress.com/2071/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/profared.wordpress.com/2071/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/profared.wordpress.com/2071/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/profared.wordpress.com/2071/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/profared.wordpress.com/2071/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/profared.wordpress.com/2071/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/profared.wordpress.com/2071/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/profared.wordpress.com/2071/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=profared.wordpress.com&amp;blog=3477185&amp;post=2071&amp;subd=profared&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Textos sobre pessoas desorganizadas</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 10:04:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>profa red</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem  Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Leia todos os textos, inclusive, os que estão nos links. Escreva uma dissertação cujo tema seja a desorganização das pessoas. Manifesto pela bagunça Pasme! Ser desorganizado não é problema. O caos é producente e economiza tempo e dinheiro de profissionais e empresas Por Mariana Lemann, de Nova York Um tema tão trivial como a bagunça [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=profared.wordpress.com&amp;blog=3477185&amp;post=2065&amp;subd=profared&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Leia todos os textos, inclusive, os que estão nos links.</strong></h2>
<h2><strong>Escreva uma dissertação cujo tema seja a desorganização das pessoas.</strong></h2>
<h2><strong>Manifesto pela bagunça</strong></h2>
<h2><strong>Pasme! Ser desorganizado não é problema. O caos é producente e economiza<br />
tempo e dinheiro de profissionais e empresas<br />
Por Mariana Lemann, de Nova York</strong></p>
<p><strong>Um tema tão trivial como a bagunça virou tema de um livro lançado no<br />
início do ano nos Estados Unidos. Em A Perfect Mess (&#8220;Uma perfeita<br />
bagunça&#8221;), da editora Hardcover, Eric Abrahamson e David Freedman<br />
desafiam o senso comum de que a desordem prejudica a vida pessoal,<br />
profissional e os negócios. Eric é professor de gestão da escola de<br />
negócios da Universidade Columbia, em Nova York. David é jornalista das<br />
áreas de ciências e negócios. Apoiados em estudos científicos que<br />
comprovam que sistemas complexos, como o cérebro, funcionam melhor na<br />
desordem, eles defendem que pessoas desorganizadas são mais eficientes e<br />
perdem menos tempo. De Boston, David falou a VOCÊ S/A. Veja os<br />
principais tópicos da conversa.</strong></p>
<p><strong>O custo de ser organizado<br />
&#8220;Para ser organizado, você deve investir recursos como tempo e dinheiro.<br />
De uma forma ou de outra, você gastará algo e, geralmente, esse algo é<br />
mais custoso do que a maioria das pessoas pensam. Elas ignoram o fato de<br />
que são necessários recursos e esforços para ser e manter-se organizado.<br />
Quando você se permite ser um pouco desorganizado, você recupera<br />
recursos, economiza tempo, dinheiro e libera pessoas que trabalham na<br />
sua empresa para se dedicar a outras atividades.&#8221;</strong></p>
<p><strong>Quebrando a fantasia<br />
&#8220;No início dos anos 90, conversando com um físico que estava estudando<br />
como a desordem pode melhorar um circuito eletrônico, percebi que os<br />
cientistas estavam encontrando na natureza exemplos de sistemas que<br />
trabalham melhor quando desorganizados. Um desses sistemas é o cérebro<br />
humano. Quando me dei conta disso, comecei a me perguntar se essa<br />
premissa também seria verdadeira na vida das pessoas e das organizações.<br />
E comecei a derrubar um mito.&#8221;</strong></p>
<p><strong>Ordem x caos<br />
&#8220;Há benefícios oriundos da organização. Mas esses benefícios tendem a<br />
diminuir quanto maior o grau de organização, até o ponto que o benefício<br />
já não existe mais e se torna um problema. A maioria de nós conhece<br />
alguém que, de tão obcecado por organização, torna-se ineficiente.&#8221;</strong></p>
<p><strong>O estigma do bagunceiro<br />
&#8220;Pessoas desorganizadas são tratadas como ineficientes, incapazes de<br />
estabelecer prioridades ou encontrar o tempo para se organizar ou com<br />
dificuldade em encontrar coisas. Isso não é verdade. Na maioria dos<br />
casos, o oposto é verdadeiro. Grosso modo, pessoas desorganizadas são<br />
mais eficientes e perdem menos tempo com detalhes bobos.&#8221;</strong></p>
<p><strong>Desordem e criatividade<br />
&#8220;Ser criativo significa ser capaz de pensar de maneira nova, pensar<br />
sobre coisas inesperadas. A questão é onde encontrar idéias inesperadas.<br />
O ambiente caótico é mais estimulante. Ele possibilita mais conexões. O<br />
processo de buscar algo numa pilha de papéis é extremamente estimulante.&#8221;</strong></p>
<p><strong>Os exemplos reais<br />
&#8220;Um exemplo de desordem é a livraria The New England Mobile Book, de<br />
Boston, aqui nos Estados Unidos. Lá, não há nenhuma ordem na disposição<br />
dos livros. O que é economizado com catalogadores e bibliotecários é<br />
repassado em descontos. Outro exemplo é o restaurante canadense<br />
Confusion, que mistura diferentes culinárias em um ambiente desordenado.<br />
Até o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, não segue uma<br />
agenda.&#8221;</strong></p>
<p><strong>Como lidar com o chefe certinho<br />
&#8220;Se o seu chefe é um maníaco por organização, com tolerância zero para<br />
bagunça, creio que você tem um problema sério. Há muitas maneiras pelas<br />
quais chefes são inadequados, e essa é uma delas. Então essa é uma das<br />
decisões que as pessoas precisam tomar &#8212; definir se querem ficar no<br />
trabalho ou procurar outro. Ser natural e eficientemente bagunçado pode<br />
ser incompatível com um chefe obcecado por organização. É uma situação<br />
delicada, talvez sem solução.&#8221;</strong></p>
<p><strong>Encontre o equilíbrio<br />
&#8220;Para quem é desorganizado e não consegue contornar a situação é<br />
importante buscar ajuda de especialistas para diagnosticar distúrbios<br />
como déficit de atenção, obsessão compulsiva, depressão ou mal de<br />
Alzheimer. Para o desorganizado que não apresenta distúrbios, aconselho<br />
que não tente uma transformação drástica. Pense em fazer pequenas<br />
mudanças para evitar a ansiedade. Para o organizado: saiba que a<br />
organização extrema não é produtiva. Tente ser um pouco mais<br />
descontraído, e assim notará que tudo tende a ser menos rígido e melhor.&#8221;</strong></p>
<p><strong>Retirado de<br />
<a rel="nofollow" href="http://poupaclique.ig.com.br/externo.html?url=http://vocesa.abril.ig.com.br/edicoes/0107/aberto/evolucao/mt_232002.shtml">http://poupaclique.ig.com.br/externo.html?url=http://vocesa.abril.ig.com.br/edicoes/0107/aberto/evolucao/mt_232002.shtml</a></strong></h2>
<h2><strong><a href="http://cultural.colband.com.br/jornal/not_zoom.asp?idNot=164&amp;idCat=3">http://cultural.colband.com.br/jornal/not_zoom.asp?idNot=164&amp;idCat=3</a></strong></h2>
<h2><strong><a href="http://www.scribd.com/doc/190883/Manifesto-pela-bagunca">http://www.scribd.com/doc/190883/Manifesto-pela-bagunca</a></strong></h2>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/profared.wordpress.com/2065/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/profared.wordpress.com/2065/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/profared.wordpress.com/2065/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/profared.wordpress.com/2065/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/profared.wordpress.com/2065/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/profared.wordpress.com/2065/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/profared.wordpress.com/2065/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/profared.wordpress.com/2065/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/profared.wordpress.com/2065/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/profared.wordpress.com/2065/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/profared.wordpress.com/2065/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/profared.wordpress.com/2065/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/profared.wordpress.com/2065/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/profared.wordpress.com/2065/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=profared.wordpress.com&amp;blog=3477185&amp;post=2065&amp;subd=profared&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Democratização da Informação</title>
		<link>http://profared.wordpress.com/2008/09/26/democratizacao-da-informacao/</link>
		<comments>http://profared.wordpress.com/2008/09/26/democratizacao-da-informacao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 09:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>profa red</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem  Categoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://profared.wordpress.com/?p=2056</guid>
		<description><![CDATA[Revista Adusp Janeiro 2008 A Câmara dos Deputados, reunindo cerca de 30 entidades da sociedade civil. No horizonte, a primeira grande Conferência Nacional de Comunicação, marcada para 2008. O objetivo comum desses movimentos é instituir o interesse público na definição das políticas de comunicação, incluindo as concessões de canais de rádio e TV.3 O contexto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=profared.wordpress.com&amp;blog=3477185&amp;post=2056&amp;subd=profared&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;   &lt;![endif]--><!--[if !mso]&gt;--></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><strong><span style="font-size:11pt;font-family:PresidentPlain;color:black;">Revista </span><span style="font-size:11pt;font-family:GalliardITCbyBT-Bold;color:black;">Adusp </span></strong><span style="font-size:10pt;font-family:GalliardITCbyBT-Bold;color:black;"><strong>Janeiro 2008</strong></span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">A Câmara dos Deputados, reunindo</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">cerca de 30 entidades da sociedade</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">civil. No horizonte, a primeira grande</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Conferência Nacional de Comunicação,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">marcada para 2008. O</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">objetivo comum desses movimentos</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">é instituir o interesse público na</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">definição das políticas de comunicação,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">incluindo as concessões de</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">canais de rádio e TV.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">3</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">O contexto em que tudo isso está</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">acontecendo é o de uma transformação</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">profunda, ainda em progressão</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">veloz, no modo de produção</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">e no mercado da comunicação.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">A passagem dos sinais analógicos</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">para os digitais permite multiplicar</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">por até dez o número de canais no</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">espectro eletromagnético. A Internet</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">eclodiu como uma nova e poderosa</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">mídia, além de ferramenta</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de trabalho. E mal se passaram alguns</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">anos, os aparelhos celulares</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">já podem ser definidos como mais</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">uma nova mídia, um modo portátil</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de ver o mundo e interagir com as</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">outras mídias.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">Além dos cinco jornais de</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">referência nacional, de</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">grande visibilidade, mas que</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">substituíram o jornalismo</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">factual pela ideologia pura,</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">o mercado editorial se</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">enriquece, se diversifica,</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">graças aos baixos custos</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">de produção que a Internet</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">tornou possíveis</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Esse conjunto de novos meios</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">muda por completo o panorama</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">da comunicação social. Pela primeira</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">vez, as tecnologias, além de</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">democratizarem a comunicação,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">barateiam custo, descentralizam a</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">produção. Pela primeira vez, surge</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">uma tecnologia que dá, a cada ser</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">humano minimamente inserido numa</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">sociedade moderna, o direito de</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">informar, como distinto do direito</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de ser informado. Essa é a mais importante</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">dimensão da Internet.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">O barateamento dos custos explica</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">a explosão de revistas de pequena</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">circulação hoje no Brasil,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">inclusive revistas temáticas de alto</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">padrão editorial, em todos os campos</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">do conhecimento e da atividade</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">humana. Além dos cinco jornais</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de referência nacional, de grande</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">visibilidade, mas que substituíram</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">o jornalismo factual pela ideologia</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">pura, descolando-se do sentimento</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">popular, o mercado editorial se</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">enriquece a cada dia, se diversifica,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">se fragmenta, graças aos baixos</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">custos do novo modo de produção,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">circulação e acesso, desbloqueados</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">pela Internet.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Os grandes grupos tentam manter</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">o domínio de mercado através</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">do controle dos canais de comercialização,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">das megafusões e da prática</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">do super-sinergismo pelo qual</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">veículos diferentes do mesmo conglomerado</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">promovem-se uns aos</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">outros, e da insistência no conceito</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de “pirataria”.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">4 </span><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Trata-se, no entanto</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de uma ação reativa, que não consegue</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">frear o desenvolvimento das</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">forças produtivas da comunicação,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">hoje movidas por uma exuberância</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">tecnológica que torna difícil manter</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">o padrão anterior de controle. A</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">nova tecnologia é intrinsecamente</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">libertária e desconcentradora.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">O governo Lula é mais sensível</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">às demandas dos setores organizados</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">dos trabalhadores e de</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">minorias secularmente excluídas.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Por isso mesmo, é hostilizado fortemente</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">pelas elites tradicionais e,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">em conseqüência, pela mídia convencional,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">que na América Latina</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">tem raízes oligárquicas, perfil elitista</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">e cultura autoritária. Procurando</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">proteger seus flancos, Lula</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">firmou, primeiro, um pacto estratégico</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">com o capital financeiro.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Depois, firmou outro, com a Rede</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Globo, valendo-se do poder de retaliação</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">adquirido pela chegada ao</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">poder. O governo cobra da Globo</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">um mínimo de isenção.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">As decisões de partir para o recadastramento</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">e para a formação</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de uma rede pública de TV sugerem</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">o esgotamento do acordo de</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">convivência com a Globo. Não são</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">apenas o resultado das lutas pela</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">redemocratização dentro do aparelho</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de Estado. O próprio executivo</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">convenceu-se de que na campanha</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">da reeleição a Globo violou as</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">regras mínimas de isenção, retomando</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">a postura de querer ditar</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">os destinos do país em vez de se</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">limitar a reportá-los.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">No contexto ideológico está a</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">maior fraqueza do campo popular</span><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Bold;color:black;">.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">O panorama é contraditório,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">desafiando uma definição. Na face</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">visível das manifestações políticas</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">e culturais parece prevalecer o valor</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">neoliberal, do “cada um por si,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Deus por todos”. Mas, nas águas</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">mais profundas, os valores dominantes</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">são os do “politicamente</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">correto”, tolerância e pluralismo,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:14pt;font-family:GalliardITCbyBT-Bold;color:white;">86</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:10pt;font-family:GalliardITCbyBT-Bold;color:black;">Janeiro 2008 </span><span style="font-size:11pt;font-family:PresidentPlain;color:black;">Revista </span><span style="font-size:11pt;font-family:GalliardITCbyBT-Bold;color:black;">Adusp</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">defesa da paz, da solidariedade humana</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">e da preservação da natureza;</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">repúdio às agressões e à guerra</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">contra o Iraque.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">A luta pela democratização</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">da informação parece</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">atrair movimentos dos mais</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">diversos matizes. O momento</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">é promissor, mas basta o</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">governo usar tudo isso para</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">renegociar seu pacto com</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">a Globo, e muito do que se</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">conseguiu será perdido</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">A sociedade, sacudida por fenômenos</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">como a Internet e a liberação</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">total de costumes, parece se</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">revitalizar na própria tragédia, nos</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">seus roteiros de violência e desemprego.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">O contingente de jovens nas</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">universidades cresce exponencialmente.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Em toda a América Latina</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">os movimentos sociais tomaram a</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">iniciativa, mudando de modo significativo</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">a correlação de forças e o</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">panorama político.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">No Brasil, o quadro não é de</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">anomia e sim de uma ebulição ainda</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">sem rumo. Muitos movimentos</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">sociais no Brasil movem-se por</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">agendas setoriais estanques que</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">não falam entre si, e o maior partido</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">político de esquerda demora em</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">reelaborar suas idéias para tornálas</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">compatíveis com o atual estado</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">das forças produtivas e visões de</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">mundo da juventude. O governo só</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">agora começa a elaborar um projeto</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">nacional. A luta pela democratização</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">da informação parece</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">atrair movimentos dos mais diversos</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">matizes. Não só por sua função</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">instrumental e por atender direitos</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">difusos, que beneficiam a todos,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">como por implicar necessariamente</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">numa luta pela democratização do</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">aparelho de Estado. O momento</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">é promissor, mas basta o governo</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">usar tudo isso para renegociar seu</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">pacto com a Globo, e muito do que</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">se conseguiu será perdido.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Nossa principal frente de atuação</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">deve se dar em torno da regulação</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">do novo espectro eletromagnético</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">ampliado pela digitalização.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Essa luta movimenta os pesos pesados</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">da indústria da comunicação.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Também está no centro das</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">propostas temáticas da comissão</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">autodenominada Pró-Conferência,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">que vem se reunindo periodicamente</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">para preparar a Conferência</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de 2008. Os desafios colocados</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">para todos, em especial para as</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">forças populares, é enorme, mesmo</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">porque as variáveis tecnológicas</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">ainda estão em movimento</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de redefinição. O próprio caráter</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">das novas tecnologias, que pulverizaram</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">o espectro e popularizaram</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">o acesso à informação, mas ao</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">mesmo tempo propiciam a convergência</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de plataformas e serviços,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">dificulta a aplicação de conceitos</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">clássicos, como os de concentração</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de mercado, monopólio, oligopólio</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">e cartel.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Durante a conferência preparatória,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">ocorrida em setembro em</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Brasília, a Frente Nacional Pela</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Democratização da Comunicação</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">defendeu o conceito de uma rede</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">pública e única com garantia de</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">acesso universal a todos os sinais</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">(som, imagem e dados) e que ao</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">mesmo tempo otimize o uso socialmente</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">relevante das diferentes plataformas</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">tecnológicas de comunicação.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Trata-se de inverter a lógica</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">mercantil da Lei Geral das Telecomunicações</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de 1997, baixada com</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">o objetivo de privatizar tudo, e que</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">subordinou até mesmo os sistemas</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">públicos à lógica do mercado. Seu</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">pretexto principal era o de que a</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">privatização e competição entre</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">grupos incrementaria o fluxo da</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">livre informação, mas aconteceu o</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">contrário.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Como conseguir que na definição</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de uma nova Lei Geral das Telecomunicações</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">prevaleça a ótica</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">do interesse público? O recadastramento</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">é um bom começo, porque</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">vai nos desvendar quem são</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">os reais concessionários no Brasil.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Mas dada a correlação de forças no</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Congresso, a complexidade técnica,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">e a tendência do governo de ceder</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">em áreas que não considera estratégicas,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">para obter apoio em outras</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">áreas, é muito difícil conseguir-se</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">uma mudança tão profunda.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">É prioritário desenvolver o ativismo</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">dentro do Conselho Consultivo</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de revisão da Lei Geral das</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Telecomunicações, anunciado pelo</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">ministro Hélio Costa. É possível</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">nesse âmbito focar uma agenda mínima</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">factível; alguns princípios por</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">uma nova regulação democrática,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">que independam da forma como se</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">completará a transição tecnológica.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Um rol de especificações bem</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">claras. Tais como: (a) controle púbico</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">do processo de concessões do</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">espectro; (b) abertura do espectro</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">a entidades da sociedade civil; (c)</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:14pt;font-family:GalliardITCbyBT-Bold;color:white;">87</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:PresidentPlain;color:black;">Revista </span><span style="font-size:11pt;font-family:GalliardITCbyBT-Bold;color:black;">Adusp </span><span style="font-size:10pt;font-family:GalliardITCbyBT-Bold;color:black;">Janeiro 2008</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">impedir por normas claras o monopólio</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">regional e o monopólio cruzado;</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">(d) subordinar a concessão à</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">apresentação de projetos editoriais</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">harmônicos com políticas públicas</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">previamente acordadas em fóruns</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">legítimos e democráticos; (e) regras</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">claras de operação, limitando</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">tempo de propaganda, obrigando</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">tempo mínimo de noticiário e taxa</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">mínima de ocupação com produção</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">nacional e regional.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">Nosso trabalho de crítica e</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">acompanhamento de mídia</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">já conseguiu forçar dirigentes</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">da mídia convencional a</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">uma explicação pública de</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">suas práticas. Mas é pouco,</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">frente ao fosso que separa a</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">prática jornalística no Brasil</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">dos princípios éticos autoproclamados</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">pelo jornalismo</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">A constituição da rede pública</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de TV é hoje a nossa segunda mais</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">importante frente de luta, mesmo na</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">perspectiva de declínio relativo da</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">importância da TV no futuro próximo</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">frente à Internet.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">5 </span><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">O movimento</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">pela democratização da informação</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">tem uma estratégia clara para entrar</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">na briga pela definição do caráter</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">da rede pública? Parece que não.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">As definições vêm se dando aos pedaços,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">tentando por um lado acomodar</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">disputas internas de grupos</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">palacianos e por outro, não assustar</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">o campo conservador. Daí o cuidado</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">extremo na formação de seu corpo</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">dirigente e de seu conselho, formados</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">por quadros do próprio sistema</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">dominante. Procura-se a legitimidade</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">mimetizando. “Na crise surge</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">uma grande variedade de sintomas</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">mórbidos”, disse Gramsci nos seus</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Italic;color:black;">Cadernos do Cárcere</span></em><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">. A crise consiste</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">precisamente no fato de que “o</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">velho está morrendo, e o novo ainda</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">não consegue nascer”.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Vamos torcer e trabalhar para</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">que a TV pública não seja apenas</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">mais um “sintoma mórbido”, mais</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">um apêndice culturalmente melhorado</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">do sistema de comunicação</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de massa mercantil. É preciso que</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">ela tenha peso no processo de formação</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">da agenda nacional e se guie</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">por princípios de pluralidade, radicalidade</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">jornalística e republicanismo.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Não é impossível tirar o projeto</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de TV pública de seu invólucro</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">defensivo e burocrático. A explosão</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">criativa do cinema nacional mostra</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">que há vida além da Rede Globo</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">e da Globosat. Que há uma nova</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">geração de artistas e intelectuais</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">querendo falar e tendo o que falar.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Eles deveriam estar no cerne da rede</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">pública de TV.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Nossa terceira frente de luta é</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">a interna, na esfera da ética jornalística.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Nosso trabalho de crítica e</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">acompanhamento de mídia já conseguiu</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">forçar dirigentes da mídia</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">convencional a uma explicação pública</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de suas práticas. Mas é pouco,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">frente ao fosso que separa a prática</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">jornalística no Brasil dos princípios</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">éticos auto-proclamados pelo jornalismo.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Não por acaso, o Brasil é o</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">país em que há mais processos contra</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">jornalistas, em termos relativos,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">por crimes de imprensa.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">6</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">As entidades de acompanhamento</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de mídia podem aumentar muito</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">sua capacidade de intervenção, alargando</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">a brecha já aberta, se optarem</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">por críticas tópicas mais imediatas,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">em cima de episódios específicos.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Ao mesmo tempo podem robustecer</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">sua ação, aumentar em muito</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">sua legitimidade, intensificando seus</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">contatos com a academia, que faz</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">estudos mais metódicos, mas num</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">tempo de maturação mais lento.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">A frente da ética é difícil porque</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">muitos jornalistas tiram o corpo, alegando</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">que “são os patrões que mandam</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">fazer assim”. Os sindicatos e a</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Fenaj contribuíram para essa dissociação,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">criando um “código de ética</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">dos jornalistas”, que não é negociado</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">com o patronato e muito menos</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">por eles subscrito. Além disso, o código</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de ética dos jornalistas brasileiros</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">é meramente simbólico, porque</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">a maioria dos jornalistas o ignora e</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">os comitês de ética dos sindicatos só</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">funcionam nos casos de defesa de</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">interesses corporativos. Não punem</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">as violações da ética profissional.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Também tratam indiferentemente</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">jornalistas e assessores de imprensa.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Nessa esfera deveríamos encetar</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">uma campanha por etapas, que conseguisse</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">num primeiro momento,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">seja através de acordos coletivos de</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">trabalho ou por lei do Congresso,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">a implantação da </span><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Bold;color:black;">cláusula de consciência</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">nas redações. Uma cláusula</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">que proteja o jornalista contra</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">punições por motivos de opinião.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Seria interessante também impedir</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">a prática do anonimato, que já é</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">vedado pela Lei de Imprensa, mas</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">praticado amplamente. Instituir a</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">assinatura das matérias como prática</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">obrigatória.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:14pt;font-family:GalliardITCbyBT-Bold;color:white;">88</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:10pt;font-family:GalliardITCbyBT-Bold;color:black;">Janeiro 2008 </span><span style="font-size:11pt;font-family:PresidentPlain;color:black;">Revista </span><span style="font-size:11pt;font-family:GalliardITCbyBT-Bold;color:black;">Adusp</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">Não se pode culpar o patronato</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">por defender seus interesses.</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">Foi para isso que se criaram</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">grandes jornais de referência</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">nacional, que pautam a mídia</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">eletrônica. Pode-se, isso sim,</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">culpar a esquerda, por até hoje</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">não ter lançado um grande</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:14pt;font-family:Dutch801BT-BoldItalic;color:#dc414c;">jornal de referência nacional</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Finalmente, a grande pergunta:</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">o que fazer com a mídia oligárquica</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">impressa? Não há nada a fazer, exceto</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">criar mídias impressas do campo popular.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Se nos meios eletrônicos devem</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">prevalecer critérios claros de neutralidade</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">política, já que são concessões</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">do poder público, nos meios impressos</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">o princípio geral é a liberdade total de</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">alinhamento ideológico e mesmo partidário,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">incidindo apenas as restrições</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">da Lei de Imprensa, que tipifica crimes</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de injúria, calúnia e difamação.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">É válido o esforço de desconstrução</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">do discurso da mídia porque pode</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">colocar na defensiva os promotores</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">da mentira ou do golpe. Mas não</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">se pode culpar o patronato por defender</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">seus interesses. Foi para isso</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">que criaram grandes jornais de referência</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">nacional, que pautam a mídia</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">eletrônica. Pode-se, isso sim, culpar</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">os movimentos sociais e centrais sindicais,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">ou partidos que se dizem de</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">esquerda, por não terem lançado até</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">hoje um grande jornal de referência</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">nacional que defenda os interesses</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">populares e nacionais. Que se contraponha</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">à mídia impressa oligárquica.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Muitos fatores explicam os recorrentes</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">fracassos dos projetos de</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">mídia impressa da esquerda. Em</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">primeiro lugar, o sectarismo, que</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">dificulta a colaboração entre grupos</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de extrações ideológicas diferentes,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">seja na produção ou na distribuição.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Os veículos tornam-se instrumentos</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de disputa interna ou externa. Esse</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">foi o mecanismo que enterrou quase</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">toda a imprensa alternativa nos anos</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">1970. No mundo sindical, em que o</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">lançamento de um jornal nacional</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">poderia até mesmo economizar recursos,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">ao consolidar grande número</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de pequenos jornais, predomina</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">a atomização, a subordinação das</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">ações de comunicação aos interesses</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">políticos do grupo dirigente ou limitando-</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">as às lutas locais da categoria.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">As dezenas de jornaizinhos e revistas</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">produzidas pelos sindicatos</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">exercem alguma influência na base</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">social, mas não conseguem quebrar</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">o monopólio da formação da agenda</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">dos grandes veículos oligárquicos de</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">comunicação de massa. Para isso, o</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">movimento popular também teria</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">que ter um grande veículo de comunicação</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de massa, e que se dirigisse</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">aos grandes temas nacionais. Mas poderia</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">o campo popular desempenhar</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">esse papel, se também ele não é portador</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de um projeto nacional, apenas</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de pautas setoriais e corporativas?</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Jornais eletrônicos na Internet são</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">a nova oportunidade do campo popular,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">pelo seu baixo custo e modernidade</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">intrínseca. A dinâmica está na</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Internet. Se eu fosse hoje fazer um</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">projeto de um jornal de influência nacional,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">optaria por um </span><em><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Italic;color:black;">site </span></em><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">na Internet,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">de alto padrão jornalístico, capaz de</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">gerar sua própria reportagem, com</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">uma coluna analítica e interpretativa e</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">uma janela de TV Web, para debates.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">Uma espécie de UOL de esquerda: é</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">o que se deveria tentar hoje no Brasil,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">com os recursos disponíveis. Seria o</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">melhor projeto do ponto de vista da</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">relação custo-benefício, além de se</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">situar na vanguarda tecnológica.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:ErasITCbyBT-Ultra;color:black;">Notas</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">1 </span><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">Entre eles, Observatório Brasileiro de Imprensa, Observatório Brasileiro de Mídia, Observatório</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">Brasileiro do Direito à Informação, Monitor de Mídia; Boletins da FNDC, da</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">Epcom e da Intervozes, “Vermelho” (PCdoB), Carta Maior, Rede Nacional de Jornalistas</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">Populares; Blog do Professor Chaparro.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">2 </span><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">Até hoje, sindicatos têm que alugar espaço em tevês ou emissoras de rádio para veicular seus</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">pontos de vista. É o que faz a Corrente Sindical Classista, do PCdoB, especialmente na</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">Bahia. A CUT em  São Paulo fez um convênio com a Rádio 9 de Julho, da Cúria, para</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">transmitir o seu programa “Bom Dia Trabalhador”.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">3 </span><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">Essa concessões são o exemplo extremo da ilegalidade e apropriação do espaço público por</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">interesses privados. Durante sucessivos governos serviram de moeda de troca em barganhas</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">políticas e hoje 51 deputados e 27 senadores controlam, direta ou indiretamente,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">emissoras de rádio ou Tevê. Entrevista do professor Venício Lima à Rede Nacional de</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">Jornalistas Populares, julho de 2006.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">4 </span><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">Um exemplo de megafusão é da AOL com a Time-Warner em 2000, com valor de mercado estimado</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">então em US$ 350 bilhões. Um exemplo de tentativa de controle da distribuição é</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">a compra da Chinaglia pela Dinap, este ano, dando origem à distribuidora Treelog S/A. Se</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">for aprovada pelo Cade, a nova empresa terá domínio de praticamente 100% do mercado,</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">criando-se um problema gravíssimo de monopólio num setor vital da sociedade.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">5 </span><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">Esse declínio já é notável hoje, com a perda de 3,6 pontos de audiência pela Rede Globo, sem</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">ganho significativo das outras redes. Dados de setembro de 2007 em relação a outubro de</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">2006. Conforme Daniel Castro in Folha de S. Paulo.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:7pt;font-family:Dutch801BT-Roman;color:black;">6 </span><span style="font-size:7pt;font-family:MyriadPro-Regular;color:black;">Relatório da ONG “Artigo 19”, da Inglaterra. Conforme “Vermelho”, site do PCdoB, 19/10/07.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:ErasITCbyBT-Ultra;color:white;">Sobre o autor</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:10pt;font-family:ErasITCbyBT-Bold;color:#283987;">B</span><span style="font-size:7.5pt;font-family:ErasITCbyBT-Bold;color:#283987;">ernardo </span><span style="font-size:10pt;font-family:ErasITCbyBT-Bold;color:#283987;">K</span><span style="font-size:7.5pt;font-family:ErasITCbyBT-Bold;color:#283987;">ucinski</span><span style="font-size:10pt;font-family:FuturaBT-LightCondensed;color:black;">, físico, jornalista, é professor</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:10pt;font-family:FuturaBT-LightCondensed;color:black;">titular (aposentado) da Escola de Comunicações e Artes</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:10pt;font-family:FuturaBT-LightCondensed;color:black;">da USP. Autor de vários livros, entre os quais </span><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:black;">Jornalistas</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:black;">e Revolucionários: nos tempos da imprensa alternativa</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:10pt;font-family:FuturaBT-LightCondensed;color:black;">(Scritta, 1991) e </span><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:black;">Jornalismo na era virtual: ensaios sobre</span></em></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:black;">o colapso da razão ética </span></em><span style="font-size:10pt;font-family:FuturaBT-LightCondensed;color:black;">(Perseu Abramo/Unesp, 2005).</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:ErasITCbyBT-Ultra;color:white;">Sobre o texto</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:10pt;font-family:FuturaBT-LightCondensed;color:black;">Originalmente apresentado para discussão na mesa “Os</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:10pt;font-family:FuturaBT-LightCondensed;color:black;">Observatórios de Mídia e Democracia”, do Fórum Internacional</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:10pt;font-family:FuturaBT-LightCondensed;color:black;">Mídia, Poder e Democracia, realizado em Salvador de</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:10pt;font-family:FuturaBT-LightCondensed;color:black;">12 a</span><span style="font-size:10pt;font-family:FuturaBT-LightCondensed;color:black;"> 14 de novembro de 2007, promovido pela Faculdade</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:10pt;font-family:FuturaBT-LightCondensed;color:black;">de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, Observatório</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:10pt;font-family:FuturaBT-LightCondensed;color:black;">Brasileiro de Mídia e outras entidades.</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:14pt;font-family:GalliardITCbyBT-Bold;color:white;">89</span></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-size:11pt;font-family:PresidentPlain;color:black;">Revista </span><span style="font-size:11pt;font-family:GalliardITCbyBT-Bold;color:black;">Adusp </span><span style="font-size:10pt;font-family:GalliardITCbyBT-Bold;color:black;">Janeiro 2008</span></a></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm">Se achar melhor leia aqui.</a></p>
<p><a href="http://www.adusp.org.br/revista/42/rev42.pdf">http://www.adusp.org.br/revista/42/rev42.pdf</a></p>
<p><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</a></p>
<p><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm">A (r)evolução é urgente, necessária e está em pleno curso. Tentar freá-la é impossível, os modelos tradicionais de produção e disseminação de informação e cultura caíram por terra, o conteúdo colaborativo é um fato, necessita de ajustes e melhorias, porém sua solidificação é inevitável, a idéia do “povo falando por si” é forte demais para ser ignorada.</a></p>
<p><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm">Houve um tempo em que o povo realmente precisava de pessoas intelectualmente preparadas para protestar, mostrar sua realidade. Os pequenos-burgueses, com seus violões, iam à favela, ao morro, chegavam na periferia e, arrebatados de uma grande dó, cantavam essa realidade em suas bossas, em seus sambas sofisticados, salvando (ou tentando salvar) o povo da miséria, da falta de expectativas.<br />
Depois de algum tempo, o povo descobriu que poderia se manifestar por si próprio, seja por meio dos sambas populares, dos acordes furiosos do punk rock ou da batida forte do rap. Descobriu que era o mais adequado para expressar suas opiniões sobre situações reais, já que vivenciava aquilo tudo no seu dia-a-dia.&#8221;</a></p>
<p><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm">Continue aqui</a></p>
<p><a href="http://www.cultura.gov.br/site/2008/01/20/web-20-andrew-keen-e-a-democratizacao-da-informacao/">http://www.cultura.gov.br/site/2008/01/20/web-20-andrew-keen-e-a-democratizacao-da-informacao/</a></p>
<p><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..</a></p>
<p><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm">Uma das grandes contribuições que as<br />
tecnologias da informação e comunicação<br />
podem oferecer no relacionamento entre<br />
o governo e a população é (teoricamente) uma<br />
administração pública mais transparente e eficaz<br />
para a prestação de serviços, sobretudo os serviços<br />
de informação. A administração pública vem<br />
seguindo o exemplo do setor privado e se beneficia<br />
do enorme potencial das novas tecnologias para<br />
melhorar sua eficácia. Não só melhorando o<br />
funcionamento interno das instituições públicas,<br />
como também o relacionamento entre as diferentes<br />
administrações e a interação com os cidadãos e<br />
empresas (FERNÁNDEZ MOLINA, 2005).</a></p>
<p><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm">Continue aqui</a></p>
<p><a href="http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/624/1478">http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/624/1478</a></p>
<p><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm">Indios on line</a></p>
<p><a href="http://www.indiosonline.org.br/">http://www.indiosonline.org.br/</a></p>
<p><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><br />
</a></p>
<p><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;Mais </a></p>
<p><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><br />
</a></p>
<p><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm">&#8220;<br />
</a></p>
<p align="right"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Falar                sobre povos indígenas, num primeiro momento, diz respeito                à idéia de preservação desses grupos                que durante séculos foram dizimados e roubados. Mas, com                a invasão à cultura dos índios e a ligação                dos mesmos a uma vida agitada, movida pela cobrança de mais                conhecimentos e preparo para enfrentar o mercado, hoje é                difícil localizá-lo como um grupo que ainda mantém                seus costumes e tradições. É claro que ainda                existem uns poucos isolados na mata que não foram atingidos                totalmente pela “cultura dos brancos” e que têm                como meta ser o que são. Assim, para os que se podem chamar                de “legítimos” e os “misturados”                brasileiros estão sendo levadas as novas tecnologias, principalmente                no que tange a um computador ligado à Internet. Mas, até                que ponto isso é realmente uma forma de inclusão digital?                Será que é necessário levar mais um ser invasor                a estes povos e modificar as suas vidas?<br />
Normalmente, numa comunidade que tem seus costumes e tradição,                sobreviventes de uma organização de seus mestres,                chefes e pajés, a cultura é passada, em muitos casos,                oralmente, e por modos e comportamentos ensinados e usados por todos.                É o caso de grupos que ainda mantêm seus rituais em                momentos tristes e alegres da tribo. E que se sentem violentados                com costumes impostos como o dever de saber ler, escrever e viver                dos “brancos”. Algo que já foi bastante discutido,                porém que ainda se mantém vivo nas tribos.<br />
Imagine o índio “puro” em sua essência                que ainda não teve um contato prolongado com os “brancos”,                mas vive isolado nas matas, e, de repente, por iniciativa de uma                ONG e de estudiosos interessados em “preservar” e divulgar                essa cultura para outros (que não têm o mesmo objetivo                de seus habitantes – uma vez que a linguagem do “branco”                não faz parte da cultura indígena) invade a tribo                com uma máquina moderna capaz de mostrar o mundo lá                fora e poder divulgar a vida daquele grupo. Será que isso                ajudaria “realmente” na preservação da                cultura desse povo ou seria mais um ingrediente para modificá-la?<br />
Na matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo, em 26                de outubro de 2000, por Léo Castro, registra-se que 500 índios                da Reserva Xapecó, em Ipuaçu (SC), ganharam do governo                do Estado a escola “Cacique Vanhkrê” num formato                de oca com um ginásio de esportes, que parece um tatu, e                um centro cultural, em forma de tartaruga. Além disso, resolveram                informatizar a escola, garantindo o acesso à Internet. Dar                a impressão de estar numa tribo. Mas, ao mesmo tempo, com                o espírito que é preciso vencer e ser como um “branco”                a confusão passa a invadir a inteligência dos mesmos,                pois a cultura do povo capitalista destoa de um grupo que aprende                que não é preciso ter dinheiro para viver. Para aqueles                que não foram tão agredidos culturalmente, a terra,                a floresta e a comunidade são essenciais para a vida indígena.<br />
Analisando as matérias e textos jornalísticos disponibilizados                nas últimas semanas, percebe-se que há uma mobilização                em “incluir digitalmente” o índio brasileiro.                Com o projeto “Rede Povos da Floresta” do Comitê                para Democratização da Informática (CDI) e                da StarOne, uma das maiores empresas de soluções via                satélite no Brasil, foram conectadas na rede mundial de computadores                as aldeias Ashaninka e Yawanawa, localizadas no Acre, e a Sapucay,                no Rio de Janeiro. A conexão é via satélite,                sendo que os computadores são movidos pela energia solar.                Além disso, os índios recebem um treinamento, se tornando                responsáveis pelos equipamentos, pela tecnologia e pelo acesso                à internet. A inclusão digital dos povos tem o apoio                de ONGs indigenistas, como a Comissão Pró-Índio                do Acre (<a target="_blank">http://www.cpiacre.org.br</a>).                A meta é fazer com que eles tenham contato com outros grupos                e divulguem sua cultura. </span><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"> Incluir digitalmente o índio brasileiro é algo que                ainda causa muita polêmica, porém não se pode                ignorar o fato que muitos apenas nasceram numa tribo e vivem misturados                com um povo que, muitas vezes, não conhece e ignora sua cultura.                Os nascidos e jogados num lugar diferente acabam incorporando o                modo de ser e de viver do outro – mesmo que lhe seja estranho,                e assim transforma-se num índio pós-moderno que ainda                tem suas raízes, mas quer viver como os que lhe conquistaram                e dizimaram seus familiares. Se, alguns já não podem                mais manter a cultura de seus antepassados, uma vez que têm                uma identidade mista, então que estes, pelo menos, sejam                inseridos como cidadãos que têm direitos e deveres                como um outro qualquer da sociedade brasileira. A terra, independente                de colonização, é um direito que tenta resgatar                um pouco da dignidade roubada, porém a Internet somente deve                ser dada se estes realmente quiserem, pois no mundo virtual a realidade                mistura todos e acaba mexendo na identidade de seus navegantes. por                <strong>Profª Eula D. Taveira Cabral</strong><br />
Editora do Informativo SETE PONTOS</span></a></p>
<p align="right"><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm"><br />
</a></p>
<p><a href="http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm">http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/8/indios.htm</a></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:14pt;font-family:ErasITCbyBT-Ultra;color:white;">Voltando à baila</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/profared.wordpress.com/2056/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/profared.wordpress.com/2056/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/profared.wordpress.com/2056/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/profared.wordpress.com/2056/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/profared.wordpress.com/2056/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/profared.wordpress.com/2056/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/profared.wordpress.com/2056/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/profared.wordpress.com/2056/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/profared.wordpress.com/2056/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/profared.wordpress.com/2056/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/profared.wordpress.com/2056/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/profared.wordpress.com/2056/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/profared.wordpress.com/2056/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/profared.wordpress.com/2056/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=profared.wordpress.com&amp;blog=3477185&amp;post=2056&amp;subd=profared&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Brasileiros repatriados</title>
		<link>http://profared.wordpress.com/2008/09/26/brasileiros-repatriados-texto-complementar-da-proposta-anterior/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 08:54:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>profa red</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não deixe de ler os vários textos deste link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/brasileirosrepatriados/<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=profared.wordpress.com&amp;blog=3477185&amp;post=2050&amp;subd=profared&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não deixe de ler os vários textos deste link:</p>
<p><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;   &lt;![endif]--></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/brasileirosrepatriados/">http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/brasileirosrepatriados/</a></p>
<p class="MsoNormal">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/profared.wordpress.com/2050/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/profared.wordpress.com/2050/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/profared.wordpress.com/2050/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/profared.wordpress.com/2050/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/profared.wordpress.com/2050/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/profared.wordpress.com/2050/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/profared.wordpress.com/2050/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/profared.wordpress.com/2050/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/profared.wordpress.com/2050/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/profared.wordpress.com/2050/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/profared.wordpress.com/2050/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/profared.wordpress.com/2050/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/profared.wordpress.com/2050/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/profared.wordpress.com/2050/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=profared.wordpress.com&amp;blog=3477185&amp;post=2050&amp;subd=profared&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Noções sobre a Globalização &#8211; Alessandra e Amália</title>
		<link>http://profared.wordpress.com/2008/09/25/nocoes-sobre-a-globalizacao-alessandra-e-amalia/</link>
		<comments>http://profared.wordpress.com/2008/09/25/nocoes-sobre-a-globalizacao-alessandra-e-amalia/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 01:49:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>profa red</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olhem estes links O primeiro é fundamental. http://pt.wikipedia.org/wiki/Globaliza%C3%A7%C3%A3o<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=profared.wordpress.com&amp;blog=3477185&amp;post=2047&amp;subd=profared&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olhem estes links</p>
<p>O primeiro é fundamental.</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Globaliza%C3%A7%C3%A3o">http://pt.wikipedia.org/wiki/Globaliza%C3%A7%C3%A3o<br />
</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/profared.wordpress.com/2047/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/profared.wordpress.com/2047/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/profared.wordpress.com/2047/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/profared.wordpress.com/2047/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/profared.wordpress.com/2047/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/profared.wordpress.com/2047/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/profared.wordpress.com/2047/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/profared.wordpress.com/2047/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/profared.wordpress.com/2047/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/profared.wordpress.com/2047/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/profared.wordpress.com/2047/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/profared.wordpress.com/2047/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/profared.wordpress.com/2047/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/profared.wordpress.com/2047/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=profared.wordpress.com&amp;blog=3477185&amp;post=2047&amp;subd=profared&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Educação planetária</title>
		<link>http://profared.wordpress.com/2008/09/25/educacao-planetaria/</link>
		<comments>http://profared.wordpress.com/2008/09/25/educacao-planetaria/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 01:46:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>profa red</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem  Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Educar para uma civilização planetária Ubiratan D&#8217;Ambrosio * Este é um roteiro para estimular e orientar as reflexões que farei sobre a possibilidade de uma visão humanística da educação reflexiva, conciliando o que chamamos as ciências exatas e a tecnologia com o que costumamos chamar ciências humanas. Como fruto de uma excessiva especialização e um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=profared.wordpress.com&amp;blog=3477185&amp;post=2043&amp;subd=profared&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><span style="font-family:Verdana;"><span style="color:#009999;"><strong><span style="font-size:small;"></p>
<p></span></strong></span></span></h3>
<h3><span style="font-family:Verdana;"><span style="color:#009999;"><strong><span style="font-size:small;">Educar para uma civilização planetária</p>
<p></span></strong></span></span></h3>
<p align="center"><strong> </strong></p>
<p align="right">Ubiratan D&#8217;Ambrosio *</p>
<p align="justify">Este é um roteiro para estimular e orientar as reflexões que farei sobre a possibilidade de uma visão humanística da educação reflexiva, conciliando o que chamamos as ciências exatas e a tecnologia com o que costumamos chamar ciências humanas. Como fruto de uma excessiva especialização e um certo deslumbramento com os assombrosos avanços das ciências e da tecnologia, criou-se a imagem de duas culturas: as ciências e tecnologias e as humanidades. Essa dicotomia é falsa e a sobrevivência da civilização no planeta Terra depende de reconhecer esse equívoco.</p>
<p>Cenários sócio-político-econômicos para o século</p>
<p align="justify">Um século é um período longo. No decorrer deste século deve haver o surgimento de uma nova ordem social, política e econômica. Estamos vivendo esse processo, embora muitas vezes se tenha a impressão de ser impossível mudar.</p>
<p align="justify">É evidente a fragilidade da atual organização da sociedade, na qual os excluídos logo serão a maioria da população. É necessário reverter o quadro, indo em direção à não-existência de excluídos. Em outros tempos, o confinamento e a eliminação eram as práticas para lidar com a presença incômoda de indesejáveis. Hoje, essas soluções são impraticáveis e as sociedades deverão evoluir para permitir que todos se beneficiem da civilização moderna. Muitos dizem que sou um otimista ingênuo. Há indicadores dessa tendência. A análise da história da humanidade mostra a irreversibilidade dessa tendência, embora esse não seja um processo linear. Há altos e baixos. Sem dúvida, estamos vivendo um momento de baixa. Mas essa análise não pode ser feita num período curto de tempo.</p>
<p>Sobre a educação</p>
<p align="justify">O sistema político funciona ancorado em duas bases: legal (Constituição, leis, códigos, normas, regulamentos e semelhantes) e representativo (Executivo eleito, parlamentares eleitos e, cada vez mais, cargos burocrático-administrativos preenchidos por eleição ou concurso &#8211; que é uma variante de eleição). Os resultados nesse processo de escolha para a gestão da sociedade dependem, em grande parte, de educação.</p>
<p align="justify">A educação atual está tendo como grandes objetivos a inclusão das populações no mercado de consumo e alguns indivíduos, selecionados, no setor de produção. Surgem marginais e excluídos, graças à ineficiência da educação. Desses marginais e excluídos, que crescem em número, surgirão os elementos capazes de mudar a sociedade. O progresso &#8220;corre por fora&#8221;, a reação se organiza no sistema.</p>
<p>Sobre a economia</p>
<p align="justify">A economia baseada no capital e no sistema de produção capitalista só pode prosseguir com melhoria de poder aquisitivo por maior número de indivíduos. O capital, que cresce baseado num sistema de juros, acarreta má distribuição de riquezas. A produção, que com o desenvolvimento tecnológico aumenta e ao mesmo tempo gera desemprego, gera uma contradição insustentável entre emprego e salário. Indicadores dessa contradição são os chamados salário-desemprego, renda mínima e as permanentes argumentações a favor do aumento de salário-mínimo como necessário para aumentar o poder aquisitivo. Simplesmente, o aumento da produção não pode se dar sem aumento de consumo. Em outras palavras, sem aumento de poder aquisitivo e de capacidade de consumir, o capitalismo não se sustenta. Salário está diretamente ligado a poder aquisitivo. Educação está diretamente ligada à vontade e à capacidade de consumir.</p>
<p align="justify">A questão maior a ser resolvida é: &#8220;combinar menos horas de trabalho <em>com </em>mais empregos <em>e</em> maior poder aquisitivo&#8221;. As teorias econômicas conhecidas são incapazes de lidar com essas contradições. Indicadores dessa incapacidade são os desencontros e desmandos de propostas de escolas econômicas diferentes. Uma nova economia se faz necessária. Provavelmente substituindo capital por produção participativa.</p>
<p><strong>O futuro</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p align="justify">Em 1993 foi criado o Instituto de Estudos do Futuro, como resultado de um grande evento internacional &#8220;Educação do Futuro/Educação para a Paz&#8221; realizado em 1992 no Memorial da América Latina, em São Paulo. A Comissão Organizadora decidiu, após o evento, manter-se ativada, analisando e fazendo avançar as idéias e propostas ali apresentadas. A forma de se manter ativada foi a criação de um Instituto, sem sede permanente, sem quadros permanentes, sem fins lucrativos, aberto a todas as posições ou opiniões expressas em caráter pessoal, jamais preocupado em algo que representa consenso, exceto o fato de todas as posições e opiniões terem como objetivo atingir paz para a humanidade, paz em todas as suas dimensões: paz interior, paz social, paz ambiental e paz militar. Pretende-se agir como a consciência daqueles que têm poder de decisão.</p>
<p align="justify">Não há como propor um modelo substitutivo dos modelos vigentes, em qualquer área. É possível procurar, num enfoque transdisciplinar, entender a condição humana, as condições da sociedade e da economia, sugerindo medidas para atingir a paz total, nas suas dimensões cósmica, planetária, social e individual. Acredito na possibilidade de um futuro com dignidade para toda a humanidade.</p>
<p align="justify">As mudanças profundas são o resultado de um processo. Não há mais possibilidades de grandes revoluções. Os meios de informação, de comunicação, de transporte, isto é, a globalização efetiva, tornam inviável uma revolução radical. Além do que revolução significa uma substituição de poder e, como a história nos ensina, o novo poder entra no mesmo comportamento. O poder, no sentido tradicional, é inviável na globalização. A transição para um novo modelo, na linha daquele sugerido acima, está ocorrendo. Há evidentes indicadores dessa transição. É uma transição lenta. Num momento avança um pouco, há um progresso, logo vem a reação e há um regresso. Mas o regresso nunca elimina todos os ganhos do progresso. O saldo é positivo e esse saldo, acumulado, é o que define o novo cenário. A transformação é permanente. Aqueles que têm poder de decisão deveriam ser capazes de antecipar o que será o saldo residual inevitável, isto é, o novo cenário, e incorporar esse novo na sua prática de hoje. Em outras palavras, perceber o futuro. É nisso que os estudos do futuro, como uma especialidade acadêmica, pode ajudar. É ingênuo o líder (político, dirigente, educador) que não busca essa ajuda.</p>
<p><strong>A depredação do hábitat</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p align="justify">Há inúmeros estudos técnicos sobre a possibilidade de reversão do quadro de degradação e destruição ambiental que estamos vivendo. Mas os processos, embora tecnicamente conhecidos e relativamente simples, são longos, mais que o período que os torna atrativos para os políticos. Como dependem de decisão política, esses processos não são deslanchados. Mas serão inevitáveis ações ambientais decisivas. Por exemplo, a contradição entre a qualidade e suntuosidade dos edifícios que estão sendo construídos nas marginais torna intolerável o convívio das empresas ali instaladas com o rio poluído. Terá que ser resolvido. Ao se resolver isso, estará sendo encaminhada a solução dos problemas que afetam as populações marginais nas cercanias do rio. O empecilho é uma legislação arcaica, um Judiciário lento e inoperante, e quadros políticos muito vulneráveis.</p>
<p align="justify">Haverá condições de evitar a catástrofe? Acredito que sim e estamos próximos à conjugação de interesses da economia com o fortalecimento dos poderes públicos, o que tornará possível corrigir o quadro atual. O caminho mais seguro continua sendo a educação. Mas obviamente uma outra educação, de caráter transdisciplinar, objetivando criatividade e crítica. Quando falo em educação, estou me referindo à educação de crianças, jovens e adultos, incluindo daqueles já em posição de decisão. Nessa educação, tanto de crianças como de jovens e adultos, o papel da mídia é fundamental.</p>
<p align="justify">A ciência e os cientistas estão ainda presos aos modelos cartesianos e newtonianos, já desgastados e evidentemente incapazes de lidar com a complexidade do mundo moderno. Há um grande progresso com novos estudos no mundo científico, que surgiram na última metade do século XX, sob denominações as mais diversas: teoria das catástrofes, teoria do caos, teoria de sistemas, complexidade, transdisciplinaridade. Aos poucos, essas teorias vão se incorporando ao mundo acadêmico. É o progresso. A reação se organiza e cientistas tradicionais tentam barrar esses avanços. É o regresso. Mas, como eu disse acima, o saldo é positivo, e se notam grandes transformações no mundo acadêmico e escolar. E, como conseqüência, o cotidiano, as empresas e os sistemas de produção vão avançando com relação à imobilidade e à reação do mundo acadêmico.</p>
<p><strong>Ainda sobre a educação</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p align="justify">Um indicador da inocuidade das reações e protestos do mundo acadêmico e dos setores mais conservadores é a grande expansão dos sistemas privados de educação, que prosperam porque respondem mais rapidamente às demandas do mundo atual, sobretudo respondendo às necessidades dos setores empresarial e de produção. Sobretudo na educação superior, o discurso dominante, de uma qualidade arcaica, vai se esvaziando. Parece intolerável o convívio do mundo fora da escola e do mundo escolar. O exemplo dado acima, de poluição de rios, serve também para descrever os problemas da educação. Embora sabendo o que deve ser feito, o processo é longo, mais que o período atrativo para políticos. O apego ao tradicional se manifesta, sobretudo, nos mecanismos de credenciamento e de avaliações (&#8220;provões&#8221;) alimentados pelo Ministério de Educação. São mecanismos arcaicos e insustentáveis que, além de retardar o progresso, dão uma aura, falsificadora, de seriedade no lidar com os problemas educacionais.</p>
<p align="justify">O salto de conhecimento para o qual o homem está se preparando para dar, ainda que inconscientemente, é resultado de toda a sua evolução biológica e intelectual.</p>
<p align="justify">A evolução biológica e intelectual continua. Comportamentos e conhecimentos estão em permanente evolução e, como não pode deixar de ser, são contextualizados, inseridos na totalidade em que estamos imersos. Hoje dispomos de poderosíssimos instrumentos materiais e intelectuais para captar informações de uma vastíssima porção da realidade, processar essa informação e compartilhar o resultado desse processamento praticamente com toda a humanidade. Hoje cada indivíduo pode compartilhar conhecimentos e compatibilizar comportamentos com um número surpreendente de outros indivíduos espalhados pelo planeta. Esse número deve crescer, chegando eventualmente a atingir toda a humanidade. Inconscientemente, estamos incorporando esse compartilhar conhecimentos e compatibilizar comportamentos na nossa evolução biológica e intelectual. Estamos, inconscientemente, chegando à civilização planetária.</p>
<p align="justify">Inúmeras evidências nos são dadas pela história e servem de base para minhas críticas e observações sobre o presente. A análise do passado serve de apoio para minhas reflexões otimistas sobre o futuro.</p>
<p align="justify">
<p align="justify"><strong>NOTAS:</strong></p>
<p align="justify">* Professor Emérito da UNICAMP.</p>
<p align="justify"><a href="http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2001/tcur/pgm4.htm"><img src="http://www.tvebrasil.com.br/salto/imagens/volta.gif" border="0" alt="" width="123" height="20" /></a></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;"> </span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/profared.wordpress.com/2043/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/profared.wordpress.com/2043/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/profared.wordpress.com/2043/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/profared.wordpress.com/2043/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/profared.wordpress.com/2043/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/profared.wordpress.com/2043/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/profared.wordpress.com/2043/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/profared.wordpress.com/2043/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/profared.wordpress.com/2043/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/profared.wordpress.com/2043/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/profared.wordpress.com/2043/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/profared.wordpress.com/2043/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/profared.wordpress.com/2043/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/profared.wordpress.com/2043/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=profared.wordpress.com&amp;blog=3477185&amp;post=2043&amp;subd=profared&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O poder corrompe?</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 01:36:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>profa red</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem  Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Leia e faça sua dissertação. É preciso extrair trechos deste texto e citá-los. De início, parece-nos oportuno delimitar o cerne de nossa explanação, e neste aspecto, é não só oportuno, mas também bastante coerente, demonstrar que estaremos partindo de uma impositiva primeira complexidade, que se perfaz na evidência de que uma proposta dissertativa sobre a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=profared.wordpress.com&amp;blog=3477185&amp;post=2040&amp;subd=profared&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leia e faça sua dissertação. É preciso extrair trechos deste texto e citá-los.</p>
<p>De início, parece-nos oportuno delimitar o cerne de nossa explanação, e neste aspecto, é não só oportuno, mas também bastante coerente, demonstrar que estaremos partindo de uma impositiva primeira complexidade, que se perfaz na evidência de que uma proposta dissertativa sobre a <em>“corrupção ou corrução”,</em> forçosamente nos reporta a uma observação do elemento humano sob uma ótica dual: <em>ação-reação</em>, pois, o homem é, num só tempo, agente e objeto desta decomposição que contrafaz seu caráter.</p>
<p>Conceitualmente, a corrupção pode ser entendida como atentado ou transgressão às normas, princípios e valores, tantos os jurídicos quanto os sociais. Em verdade, retrata uma violação mediata ou imediata ao organismo como um todo, configurando-se sempre em uma lesão (<em>delito jurídico ? vício ou falta moral). </em>Retrata uma conduta gravosa, independentemente de sua ordem<em>:</em> social, econômica ou político-estatal.</p>
<p>Bárbara Barris White, docente da Universidade de Oxford, define a corrupção atribuindo aos seus efeitos uma proporção abrangente; assim dizendo: <em>“A corrupção não se restringe ao suborno, sem que se estenda à invasão fiscal, à exploração do trabalho, e distorça a ética que deve reger uma sociedade”. </em>[<a name="1n"></a><a href="http://www.direitonet.com.br/artigos/x/22/23/2223/#1">1</a>]<em> (tradução nossa)</em></p>
<p>Assim, entendida como algo inserto na órbita da natureza humana, e, aqui não trataremos de questionar, argumentar ou refutar a existência ou não de uma peculiar natureza humana, daí porque, aceitaremos como incontestável sua existência, ou, até mesmo sua sobrevivência ante a interatividade cultural. Assim, a marcha de nosso pensamento filosófico prossegue, e nesta trajetória tentaremos aclarar a concepção do que é; qual sua origem e causa; como se revela; e ainda, de que forma a <em>“corrupção”</em> transforma o homem.</p>
<p>Em sua representação denotativa, a corruptibilidade evidencia algo corrompido, desmoralizado, desacreditado, podre, estragado, pervertido, desnaturado, ou ainda, decomposto. Novamente aqui, ao adentrarmos à análise semântica dos verbos transitivos, em tempo particípio e adjetivos <em>“pejorativos</em>” que descrevem a literalidade da palavra corrupção; nos deparamos, uma vez mais, com caráter dúplice da questão, porque todos estes signos revelam ao mesmo tempo <em>“ação-processo”</em>, donde saltam percepção e dedução lógicas: o corrupto dilacera com os objetivos, interesses e valores sócio-culturais, e em contrapartida, faz ruir em si mesmo a estrutura edificada de uma unidade social, de um ser participativo e elementar à consciência coletiva.</p>
<p>Em face destas constatações primeiras, ou, porque não dizer, primárias, a partir das quais trataremos de discorrer sobre o que corrompe o homem.</p>
<p>Partindo do ano 410 da Era Cristã, encontramos na narrativa do teólogo e filósofo Santo Agostinho, a expressão: <em>&#8220;Dentro de cada homem há uma guerra civil&#8221;. </em>Assim, em sua obra, Santo Agostinho pontua a necessidade de que o homem socializado possua um temor reverencial, o que por ele foi denominado como: <em>“virtude civil”</em>, que nada mais é, senão um sentimento humano voltado a Deus e, por ele apontado como o ingrediente basilar do caráter, ou seja, o que leva o homem à não <em>“decair”</em> e a afastar-se dos três maiores pecados: ânsia por dinheiro e bens materiais; desejo [<a name="2n"></a><a href="http://www.direitonet.com.br/artigos/x/22/23/2223/#2">2</a>] de poder e o desejo sexual. Santo Agostinho nos fala em pecados, todavia, não é de suma importância o modo como que nomeamos a fraqueza do caráter humano: pecado, paixão, vício ou hábito, quando sua manifestação é que se impõe relevante.O mal generalizado que atinge a sociedade é que deve ser considerado em sua integralidade.</p>
<p>Distante de Santo Agostinho cronologicamente, porém, tão próximo no que tange à observação da natureza humana, está Kant. Em <em>“Idea for a General History,</em> Kant compara: ambição, desejo de Poder e inveja aos três maiores flagelos da humanidade ? guerra, fome e peste. Do mesmo modo, Schwantes reconhece a fragilidade do caráter humano; sua tendência nata à deformação e, atribui à crise moral o sintoma mais flagrante da ausência generalizada de caráter. E afirma:</p>
<p>“<em>São parasitos os que exploram a sociedade para benefício próprio, os que vivem à custa do Estado sem nada produzir, os que vegetam em lastimosa ociosidade. Tais indivíduos são como células cancerosas que roubam a vitalidade do organismo social. </em>[<a name="3n"></a><a href="http://www.direitonet.com.br/artigos/x/22/23/2223/#3">3</a>]</p>
<p>Por seu turno, Jean-Jacques Rousseau, munido de sua antropologia filosófica, afirmou: <em>“Homem nasce bom e sem vícios, porém, a sociedade civilizada o corrompe”.</em> Talvez, não possa ser tomada como uma assertiva válida esta que nos é colocada por Rousseau, ao considerarmos que o seu modelo de homem ideal é aquele em estado <em>“in natura”</em>, ou seja, primitivo e desconhecedor das desigualdades sociais; alheio à razão, assim eqüidistante de todos os vícios. Contudo, ele o descreve como detentor de algo que foi denominado como <em>“sentimento de piedade”</em> diante do sofrimento alheio. Todavia, ao nosso ver, tal estágio humano não configura que haja uma falta de agressividade, ou então, ausência de maldade no contexto da natureza humana, e sim uma apatia cultivada pela ignorância selvagem. Sob tal aspecto, comungamos da exposição de Lúcia Santaella, naquela em que define a nossa existência sígnica, como algo que está necessariamente pautado pelo agir, reagir, interagir, e fazer, que são modos marcantes, concretos e materiais de dizer o mundo, a interação dialógica, ao nível da ação, do homem com sua historicidade. [<a name="4n"></a><a href="http://www.direitonet.com.br/artigos/x/22/23/2223/#4">4</a>] Ou seja, houve para a humanidade um instante histórico e preciso, em que o homem deixou de ser simplesmente um primata e tornou-se o <em>“Homo Sapiens”.</em></p>
<p>Diferentemente de Rousseau, Thomas Hobbes em “Leviatã”, publicado em 1650, nos sugere uma idéia antagônica, descreve um ser humano que, por natureza, é mau, sendo controlado (<em>freado em suas paixões e vícios)</em> por meio do medo institucionalizado, imposto pela sociedade em que está inserido. Decerto, Hobbes esboça-nos uma natureza humana feroz e destrutiva <em>(&#8220;homo homini lupus </em>) [<a name="5n"></a><a href="http://www.direitonet.com.br/artigos/x/22/23/2223/#5">5</a>], afastada do <em>“valor social”</em>, aquém do bem comum.</p>
<p>Mais tarde, Edgar Morin decifra este processo de hominização [<a name="6n"></a><a href="http://www.direitonet.com.br/artigos/x/22/23/2223/#6">6</a>], traçando uma a uma as etapas de seu desenvolvimento, e nos leva a aportar em uma tensa realidade, a de que a <em>“igualdade”</em> social, está repleta de desigualdades, umas são de fato, outras de direito, porém, ambas geram intolerâncias, antipatias, brigas, disputas. Morin sugere que das desigualdades e distinções nasce o poder político, que é a existência de uma dominação pré-constituída, que posteriormente, viria ser o Estado. Assim, através da obra de Morin, traçamos um paralelo com o Estado Moderno, de forma que, tal e qual foi no período da <em>“hominização”</em>, a vida social requer organização e cooperação de todos, contudo, o modelo coletivista onde tudo é bem de todos, possui um sistema de repartição de riquezas <em>“mais ou menos”</em> igualitários, com vantagem, sem dúvida, em favor do chefe. [<a name="7n"></a><a href="http://www.direitonet.com.br/artigos/x/22/23/2223/#7">7</a>]</p>
<p>Necessariamente, para nós, a corrupção é um processo dicotômico: intrínseco e extrínseco, pois, inicia-se no caráter e se exterioriza na sociedade, tornando-se uma patologia cultural, incidente e inafastável. Rui Barbosa ilustra a questão da corrupção política, primeiramente, aponta a política como:<em>“ciência cujo único dogma inalterável é o dos princípios furta-cores, com um matiz para os nossos amigos e outro, oposto, para aqueles que não o são”. </em>[<a name="8n"></a><a href="http://www.direitonet.com.br/artigos/x/22/23/2223/#8">8</a>] E nos fala do homem corrupto, como aquele que põe em senzala sua dignidade e caráter, todavia, ao mesmo passo, o descreve como um ser servil e confinado, longe da luz, do vento e oxigênio que tudo limpam e regeneram. Por fim, caracteriza a corruptibilidade como um círculo vicioso, de fluxo incessante; assim nos diz:</p>
<p>“<em>Cada um dos que vão chegando, se aduba dos outros; com eles se cruza e recruza, novas espécies lhe surgem do coito sutil; há hibridação em hibridação, de multiplicação em multiplicação, um mundo incalculável de malignidades se enxameia [...] os antigos colaboram com os recentes; do ajuntamento de uns e outros se vem gerando novos, pelo concurso destes com aqueles, crescem ao infinito, em número, em diversidade, em virulência aos contágios, as infecções, as pestes”. </em>[<a name="9n"></a><a href="http://www.direitonet.com.br/artigos/x/22/23/2223/#9">9</a>]</p>
<p>De posse das considerações traçadas por Rui Barbosa, somos capazes de fazer uma ilação espontânea, a corrupção sugere a pré-existência de um “Poder”. O Poder possui muitas faces, e estas suas faces não descaracterizam suas feições objetivas e obstinadas, que na maioria das vezes, resulta sempre numa tendência de acúmulo de poderio econômico. Assim, vemos que o Poder se estabelece pela necessidade basilar de comando de uma sociedade pré-estabelecida, no entanto, não se restringe a tal liderança, <em>o mando pelo mando não faz sentido</em>, e por isto, tem objetivos mais extensos, ou seja, de angariar “riquezas”. Sim, a história da humanidade nos tem demonstrado que desde o início das civilizações, durante todo o escorço do tempo, que o alvo do poder é atingir substancialidade patrimonial para aquele que o detém.</p>
<p>Segundo Federico Trillo, em sua obra: “<em>El poder político en los dramas de Shakespeare” </em>(1999), transmite a idéia de que Shakespeare em seus dramas sempre faz a narrativa do Poder como algo que atrae, que subjuga e provoca, noutras palavras, como uma força maldita. E, acrescenta, que nos dramas Shakespearianos o Poder tem a mesma característica e objetivo da Política. A obra de Shakespeare demonstra esta <em>“paixão”</em> como um lado sombrio do homem. Pois, o Poder, explica Trillo:</p>
<p>“<em>É uma paixão reveladora de todas as sombras de um caráter e capaz, com o tempo de evidenciar o resto dos caracteres. Assim o veria há dois mil e quinhentos anos a Antígona de Sófocles, quando considerava impossível conhecer a alma, os sentimentos e o pensamento de nenhum homem até que não se o tenha visto na aplicação das leis e no exercício do poder&#8221;. </em>[<a name="10n"></a><a href="http://www.direitonet.com.br/artigos/x/22/23/2223/#10">10</a>]<em> (tradução nossa)</em></p>
<p>De tal maneira, em todas e por todas as formas, a primeira compreensão pertinente, é a de que a sociedade não sobrevive sem o Estado, e o Estado não permanece sem governo, e ainda, que este governo tem necessariamente que ter autoridade e, que esta autoridade se funda em Poder. Lembramo-nos que estes foram os preceitos e prescrições de Maquiavel em o “Príncipe”, como conquistar, manter e ampliar o poder.</p>
<p>Mas, nos salta de imediato uma indagação:<em> O que realmente corrompe o homem? </em></p>
<p>Cremos que esta perquirição requeira, a priori, uma outra análise: A do caráter humano. O que é o caráter? Caráter significa o conjunto de traços que singularizam o ser humano através das formas de seu comportamento. É o que torna individual o seu modo de ser. Segundo Theódule-Armand Ribot, pode ser definido como <em>“conjunto de qualidades afetivas e ativas que distinguem um homem de outro”</em>. No mesmo sentido, John Dewey nos ensina: <em>“Um homem pode denunciar-se em um olhar ou em gesto. O caráter pode ser lido por meio dos atos do indivíduo”. </em>[<a name="11n"></a><a href="http://www.direitonet.com.br/artigos/x/22/23/2223/#11">11</a>]<em> </em>Por conta disto, caráter se revela como a interpretação dos hábitos de um indivíduo, é também o lado voluntário e sentimental de sua personalidade. Conforme Kretschmer, o caráter revela as predisposições hereditárias desenvolvidas em interatividade com o mundo exterior.</p>
<p>Desta forma, nos parece lógico que em nossa questão nuclear, a corrupção seja uma manifestação inata do caráter individual do homem. Sendo assim, ele não é corrompido, ao contrário, é quem corrompe. Todavia, percebemos claramente que corromper ou ser corrompido envolve um poder de decisão, há nesta <em>“ação”, </em>independentemente de ser ela ativa ou passiva, um antecedente de escolha, ou seja, um livre arbítrio. O homem é conduzido pelo que pensa, e seus atos racionais ou irracionais são impulsionados e geram um <em>“agir”</em> no mudo fático, e é também conduzido por esta singularidade que norteia seus pensamentos.</p>
<p>Segundo Mondin existe singularidade em todas as expressões do agir humano, existe também uma vontade interna dirigida à transcendência, noutras palavras, já não está voltada somente à cognição do exterior, mas sim, para o universo cognoscível do interior, para o próprio homem; este, em tudo o que faz, diz, pensa, quer, deseja, demonstra sempre uma tentativa de superar a si mesmo. [<a name="12n"></a><a href="http://www.direitonet.com.br/artigos/x/22/23/2223/#12">12</a>]</p>
<p>Com estas palavras de Mondin, correlacionamos o agir humano, com a conduta adequada, politicamente correta, socialmente benéfica, e desta feita, atingimos o hemisfério da ética. Assim, imbuídos pela certeza de que a índole humana pode ser decomposta ou deformada, precisamos, socialmente, possuir um mecanismo de contenção destas paixões destrutivas e virulentas. Devemos transformá-las em um valor social produtivo. Shaftesbury nos orienta sob esta questão:</p>
<p>“<em>Se a inclinação para [a aquisição de riqueza] for modesta e em grau razoável; se não ocasionar nenhuma busca apaixonada ? não há nada nesse caso que não seja compatível com a virtude, e mesmo adequado e benéfico à sociedade. Mas se com o tempo transforma-se numa real “paixão”, o dano e o mal que faz ao público não são maior do que aquele que cria para a própria pessoa”. </em>[<a name="13n"></a><a href="http://www.direitonet.com.br/artigos/x/22/23/2223/#13">13</a>]</p>
<p>François La Rochefoucauld, em uma dissecação pormenorizada da natureza humana, revelou que é preciso mais que uma atitude de repreensão ou recriminação às paixões humanas, é preciso e necessário mobilizá-las. Conquanto, nos diz que a tarefa de controlar, pela força, se necessário, as piores manifestações e as mais perigosas conseqüências das paixões, é incumbência do Estado. [<a name="14n"></a><a href="http://www.direitonet.com.br/artigos/x/22/23/2223/#14">14</a>] Porém, como viabilizar o propósito de La Rochefoucauld, quando o celeiro das paixões, dos interesses privados, das vantagens e privilégios pessoais é o próprio Estado?</p>
<p>Notadamente, a corrupção é um mal sócio-cultural, o que não significa que estejamos fadados à sua permanência, tampouco, que não possamos extirpá-lo. Concluímos, apontando a moralidade e transparência política como os dois caminhos a ser encontrados e percorridos. Porém, só uma sociedade consciente de seus direitos de cidadania, ciente de seu poder político e com aprimorado poder de escolha, conseguirá deitar passos nesse sentido.</p>
<p><a href="http://www.direitonet.com.br/artigos/x/22/23/2223/">http://www.direitonet.com.br/artigos/x/22/23/2223/</a></p>
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		<title>Ciência no Brasil e América Latina</title>
		<link>http://profared.wordpress.com/2008/09/21/ciencia-no-brasil-e-america-latina/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 12:14:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>profa red</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem  Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Felizmente passou-se o tempo em que ministros de Estado afirmavam ser mais barato comprar ciência e tecnologia prontas do exterior do que desenvolvê-las no país. Após a crise econômica que assolou a América Latina na década de 1990, ocasião em que um ministro argentino aconselhou cientistas a “lavarem pratos” como carreira, a ciência na região [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=profared.wordpress.com&amp;blog=3477185&amp;post=2037&amp;subd=profared&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="spip">Felizmente passou-se o tempo em que ministros de Estado afirmavam ser mais barato comprar ciência e tecnologia prontas do exterior do que desenvolvê-las no país. Após a crise econômica que assolou a América Latina na década de 1990, ocasião em que um ministro argentino aconselhou cientistas a “lavarem pratos” como carreira, a ciência na região tem presenciado tempos melhores.</p>
<p class="spip">Nos últimos quinze anos, a produção científica latino-americana cresceu num ritmo superior ao dos países desenvolvidos. O número de artigos publicados em periódicos indexados ou com visibilidade internacional subiu de 7 mil, em 1990, para 18 mil, em 2004. No mesmo período, a formação de doutores em ciências e engenharias saltou de 1,6 mil para 7,8 mil. De acordo com o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, a produção científica brasileira teria atingido, em 2006, números que colocam nosso país na 15ª posição dos países que mais publicam artigos científicos.</p>
<p class="spip">Estranhamente, ao longo do período de 1990 a 2004, os investimentos em Ciência e Tecnologia (C&amp;T) não acompanharam o crescimento do número de publicações. Nestes anos, as inversões brasileiras no setor permaneceram estagnadas em 1% do PIB, enquanto as dos norte-americanos correspondem a 2,4%. Ainda, os recursos recebidos pelos cientistas brasileiros, em média, neste período, seriam 75% menores que nos Estados Unidos.</p>
<p class="spip">O paradoxo gerado entre a limitação de recursos neste período e o crescimento vertiginoso da ciência na América Latina é discutido pelo biólogo Marcelo Hermes-Lima em artigo intitulado <em class="spip">Para onde vai a América Latina?</em>, publicado no periódico da União Internacional de Bioquímica e Biologia Molecular (IUBMB Life) em abril de 2007. A análise do cientista apresenta uma realidade indigesta: trabalhos publicados por latino-americanos, estatisticamente, têm qualidade inferior e refletem alto custo humano.</p>
<p class="spip">Ao verificar o número de citações por artigo publicado, os trabalhos brasileiros teriam sido citados em média 4,7 vezes, em comparação com as publicações norte-americanas — que teriam rendido a média de 13 citações. Com este dado, é possível deduzir que a qualidade e, portanto, a visibilidade da pesquisa científica não estão intimamente relacionadas ao número de publicações do país, mas aos investimentos no setor. Afinal, o que justifica a falta de visibilidade das publicações nacionais? Não estamos produzindo ciência de qualidade?</p>
<h3 class="spip">É necessário publicar pelo menos dez artigos a cada três anos, para manter uma bolsa de produtividade em pesquisa do CNPq. É insustentável dedicar-se constantemente a pesquisas inovadoras e de grande impacto, com tal obrigação</h3>
<p class="spip">Sem oportunidades no setor privado, cientistas permanecem em universidades, criando uma demanda cada vez maior por bolsas e investimentos de órgãos públicos. O modo pelo qual as instituições de fomento selecionam os pesquisadores que serão atendidos baseia-se em critérios estatísticos, dentre os quais o número de artigos publicados por período. É necessário publicar pelo menos dez artigos a cada três anos, a fim de manter uma bolsa de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em algumas áreas. É insustentável dedicar-se constantemente a pesquisas inovadoras e de grande impacto com a obrigação de manter tal quantidade de publicações.</p>
<p class="spip">Altas cobranças, baixos salários, dependência financeira em relação ao governo e dificuldade em comprar equipamentos necessários para pesquisa são fatores que, somados à burocratização, falta de agilidade na importação e alto custo de produtos e de insumos de pesquisas científicas, colocam muitos cientistas em posição nada competitiva, quando comparada às de países desenvolvidos.</p>
<p class="spip">Ainda que em condições desiguais, o cientista brasileiro tem sido responsável por pesquisas científicas bastante relevantes no contexto mundial. Um exemplo de conquista nacional nos últimos anos é o <em class="spip">Biophor</em>. Pigmento branco desenvolvido em 2005 a partir de nanopartículas de fosfato de alumínio, o material promete trazer novas perspectivas ao mercado mundial de tintas à base de água. A pesquisa foi conduzida pelo professor Fernando Galembeck, em uma parceria entre o Instituto de Química (IQ) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a empresa Bunge. O material compete com o dióxido de titânio, substância atualmente empregada na confecção de tintas de cor branca. Dentre as vantagens do material desenvolvido no Brasil, constam a redução de preço – o valor é de 10 a 15% mais baixo que o dióxido de titânio –, a durabilidade e a facilidade de aplicação da tinta, além de poder ser produzido sem agredir o meio ambiente e sem gerar resíduos.</p>
<p class="spip">Um outro exemplo de como a ciência nacional permite o desenvolvimento de tecnologias que ganham mercado interno e externo, beneficiando o meio ambiente, é o motor bicombustível <em class="spip">flex</em>. O motor, desenvolvido em esfera nacional desde 1991, com apoio da Bosch, oferece flexibilidade na hora de escolher o combustível. Apesar de ser baseado em um projeto norte-americano, não sendo uma idéia completamente original, pesquisadores brasileiros tiveram o mérito de adaptá-lo à nossa realidade e de reduzir drasticamente seu custo de produção.</p>
<p class="spip">Como conseqüência do desenvolvimento de tecnologia nacional em motores <em class="spip">flex</em>, nove engenheiros brasileiros foram contratados pela <em class="spip">General Motors</em> para adequação da tecnologia ao território norte-americano. Mais do que nos alegrarmos pelo reconhecimento de nossos cientistas por países desenvolvidos, este acontecimento deve ser visto como um problema. Não basta que o Brasil invista em ciência, tecnologia e forme pessoas. É fundamental que haja mercado e demanda internos preparados para absorver a mão de obra altamente qualificada produzida, com condições salariais justas.</p>
<p><a href="http://diplo.uol.com.br/2008-09,a2520">http://diplo.uol.com.br/2008-09,a2520</a></p>
<p class="spip">
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		<title>Proposta de texto. Tema. Violência Policial</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 10:42:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>profa red</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem  Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[A violência policial é um fato – basta lembrar Carandiru, Candelária, Eldorado dos Carajás – não um caso isolado ou um “excesso” do exercício da profissão como querem fazer crer as corporações policiais e as autoridades ligadas ao sistema de justiça e segurança. E, em se tratando de um fato concreto, deve ser encarada como [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=profared.wordpress.com&amp;blog=3477185&amp;post=2030&amp;subd=profared&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 class="MsoBlockText"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial;color:#800000;">A violência policial       é um fato – basta lembrar Carandiru, Candelária, Eldorado dos Carajás       – não um caso isolado ou um “excesso” do exercício da profissão       como querem fazer crer as corporações policiais e as autoridades ligadas       ao sistema de justiça e segurança. E, em se tratando de um fato       concreto, deve ser encarada como um grave problema a ser solucionado pela       sociedade. Um grave problema porque a violência ilegítima praticada por       agentes do Estado, que detêm o monopólio do uso da força, ameaça       substancialmente as estruturas democráticas necessárias ao Estado de       Direito.</span></h2>
<h2 class="MsoNormal"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial;color:#800000;"><span>A       polícia representa o aparelho repressivo do Estado que tem sua atuação       pautada no uso da violência legítima. É essa a característica       principal que distingue o policial do marginal. Mas essa violência legítima       está ancorada no modelo de “ordem sob a lei”, ou seja, a polícia tem       a função de manter a ordem, prevenindo e reprimindo crimes, mas tem que       atuar sob a lei, dentro dos padrões de respeito aos direitos fundamentais       do cidadão – como direito à vida e à integridade física. </span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial;color:#800000;"><span>A       ausência de respeito ao modelo de “ordem sob a lei” tem se perpetuado       dentro da estrutura policial brasileira por razões diversas – como a       falência dos modelos policiais, o descrédito nas instituições do       sistema de justiça e segurança, a impunidade – mas principalmente por       uma certa tolerância da própria sociedade com esse tipo de prática.       Analisando o problema do ponto de vista sócio-político veremos que a       violência policial tem raízes culturais muito antigas (desde a implantação       do regime colonial e da ordem escravocrata), e que estas têm uma relação       diretamente proporcional à ineficiência do Estado de punir, na maioria       dos casos, as práticas criminosas dos agentes de segurança. </span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial;color:#800000;"><span>É       difícil admitir, mas existe uma demanda dentro da sociedade para a prática       da violência policial. É esta violência que serve à sociedade dentro       de diversos aspectos e circunstâncias, mas especialmente no tocante à       solução dos crimes contra o patrimônio e na repressão às classes       perigosas. Por isso mesmo, a dificuldade do Estado no âmbito da segurança       pública, no final do século XX, continua sendo o controle da violência       legítima, do qual decorreria consequentemente a extinção do uso ilegítimo       da força por parte dos organismos policiais. </span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial;color:#800000;"><span>A       questão da democracia é, então, um ponto de extrema importância nesse       debate. Isso porque a violência policial inevitavelmente gera as mais       graves violações aos direitos humanos e à cidadania, que são elementos       inerentes ao regime democrático. Alguns estudos, sobre a mesma temática       da violência policial e do autoritarismo, desenvolvidos pelo cientista       político Paulo Sérgio Pinheiro, da Universidade de São Paulo,       demonstram que as práticas policiais de natureza autoritária são práticas       que têm acontecido independente do regime político. Isso se deve,       segundo a análise de Pinheiro, a uma continuidade de práticas utilizadas       no regime autoritário que a transição política não conseguiu       extinguir, pelo fato dos governos de transição terem tratado os       aparelhos policiais como organismos neutros nos quais a democracia política       atacaria suas raízes autoritárias. Esta continuidade, entretanto,       possibilitou a adequação de práticas autoritárias dentro de um governo       democrático, gerando com isso a existência de um “regime de exceção       paralelo”. </span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial;color:#800000;"><span>Para       tentar se encontrar um caminho que ajuste os órgãos de segurança à       realidade democrática, é importante, antes de tudo, que a sociedade       descubra que tipo de polícia ela quer: uma polícia que respeite os       direitos do cidadão, que exista para dar segurança e não para praticar       a violência; ou uma polícia corrupta (que livra de flagrantes os filhos       das classes abastadas) e arbitrária (que utiliza a tortura e o extermínio       como métodos preferenciais de trabalho e que atingem na sua maioria as       classes populares). Dentro disto, é preciso pensar nas formas de       restringir as oportunidades da polícia utilizar a violência ilegítima,       seja através do rígido controle de armamentos ou do limite do       reconhecimento da legitimidade do uso da força a situações       particulares. Finalmente, o que não se deve perder de vista dentro desta       discussão é o risco que a tolerância à violência policial acarreta       para a democracia. Sem uma polícia condizente com práticas democráticas       e de respeito aos direitos fundamentais do cidadão vai existir sempre a       ameaça de que o “regime de exceção paralelo” transforme-se num       regime institucional.</span></span><span style="color:#800000;"><strong><span style="font-size:x-small;font-family:Arial;">Celma Tavares.</span></strong></span><span style="font-size:x-small;font-family:Arial;color:#800000;"><span>Jornalista       mestrada em Ciências Políticas na UFPE</span></span></h2>
<h2><span style="color:#800000;">http://www.dhnet.org.br/dados/jornais/edh/br/jornal_edh/j5/vpolic.html</span></h2>
<p><span style="color:#800000;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">Assassinatos cometidos por esquadrões da morte, por policiais e por milícias &#8220;contariam com o apoio significativo de parte da sociedade brasileira&#8221;, e as megaoperações realizadas pelas polícias brasileiras simplesmente não servem para nada. Essas são algumas das conclusões da Organização das Nações Unidas (ONU) que publicounesta segunda-feira (15) sua avaliação sobre a criminalidade no Brasil. </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">A conclusão do documento é alarmante: &#8220;viver sob o julgo das milícias formadas por policiais é tão perigoso como viver diante do crime organizado nos locais mais violentos do País.&#8221; No relatório divulgado nesta segunda (15) em Genebra, as Nações Unidas fazem quase 50 recomendações sobre como transformar a estratégia de combate ao crime no País. A avaliação é resultado da visita do relator da ONU contra execuções sumárias, Philip Alston, ao Brasil no fim de 2007. Ele apresentará o documento aos demais países da ONU em junho de 2009.</span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">A entidade alertou que as políticas de segurança não estão dando resultados. Para piorar, constata que a política está intimamente envolvida com o crime e que conta com um esquema de proteção para evitar ser investigada pelos assassinatos.</span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">Alston admite que o crime organizado &#8220;controla comunidades inteiras&#8221; no Brasil, impõe sua própria lei em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. &#8220;No Rio de Janeiro, o controle das facções é tão absoluto e a presença do Estado legítimo é tão ausente, que a polícia só consegue entrar ameaçando os traficantes com um confronto armado&#8221;, afirmou, confirmando a existência de um &#8220;poder paralelo&#8221;.</span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">O problema, porém, é que a resposta do Estado está sendo equivocada e a população, cada vez mais intimidada pela violência, começa a aceitar execuções. Para a ONU, os assassinatos sumários &#8220;contam com o apoio de uma parte significativa da população, a qual teme as elevadas taxas de criminalidade&#8221;. </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">&#8220;O Brasil tem um dos mais elevados índices de homicídios do mundo, com mais de 48.000 pessoas mortas a cada ano&#8221;, alertou &#8220;As execuções extrajudiciais estão desenfreadas em algumas partes do País&#8221;, indicando que elas são cometidas inclusive pela polícia. Para o relator, &#8220;policiais participam de estruturas do crime organizado quando não estão em serviço.&#8221; Segundo ele, policiais contribuem, e não ajudam, praticando execuções em esforços ilegais para combater o crime. </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">Segundo a ONU, policiais em serviço são responsáveis por uma proporção significativa de todas as mortes no Brasil. E citou o exemplo de São Paulo, cujo número de mortos pela polícia aumentou nos últimos 3 anos, sendo que em 2007 os policiais em serviço mataram uma pessoa por dia. &#8220;No Rio de Janeiro, os policiais em serviço são responsáveis por quase 18% do número total de mortes, matando três pessoas a cada dia&#8221;, afirmou o documento.</span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">Um exemplo da atuação indiscriminada da polícia ocorreu em São Paulo, em maio de 2006, diante da ofensiva da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A ONU alerta que a polícia teria matado na ocasião 124 suspeitos. &#8220;Mas não foram investigados como homicídios, mas atos de resistência. Isso é um cheque em branco para a polícia&#8221;, afirmou Alston, que conclui que 70% das mortes foram execuções. </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">Segundo ele, classificar os homicídios como atos de resistência seria uma pratica comum em todo o País e usada como argumento para justificar as mortes. O problema é que a classificação de resistência é feita pela própria policia, um verdadeiro incentivo à impunidade. </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">De acordo com o relatório, os locais de crimes ainda são adulterados pela polícia e raramente uma reconstituição do crime é feita. Em outros casos, a polícia é a única testemunha ouvida e o corporativismo prevalece nas investigações. &#8220;Uma investigação séria de homicídio é pouco provável&#8221;, constata. </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">&#8216;BICOS&#8217; &#8211; A ONU alerta também para uma tendência ainda mais preocupante: o envolvimento de policiais em grupos criminosos para participar de assassinatos. Um número cada vez maior de milícias está sendo formada por agentes do governo e usam as mesmas táticas de facções criminosas. De acordo com Alston, policiais compensam baixos salários com trabalhos de assassinos de aluguel. &#8220;Em São Paulo e no Rio de Janeiro, nada está sendo feito para evitar os &#8216;bicos&#8217;. A polícia é muito mal paga&#8221;, constata. </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">O relatório ainda aponta que muitos policiais estão envolvidos com corrupção e extorsão. O pior é que tudo isso seria tolerado pelo alto escalão. Segundo o documento, essas milícias formadas por policiais geram a mesma violência e insegurança nos locais que são controlados por facções criminosas. &#8220;As milícias operam em grande parte do Brasil, mas se tornaram um problema peculiar do Rio de Janeiro nos últimos 3 anos, onde se estima que aproximadamente 92 das 500 favelas da cidade estejam sob o controle desses grupos&#8221;, aponta a ONU.</span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">&#8220;As milícias executam extrajudicialmente os suspeitos de serem traficantes ao forçar sua retirada da área, executam suspeitos de outros crimes, intimidam os moradores e ameaçam e matam aqueles que falarem contra a milícia ou que forem considerados aliados de outros grupos que almejam o controle&#8221;, destaca. Outro problema são os esquadrões da morte, também formado por policiais. Em Pernambuco, 70% dos homicídios causados por esses grupos ocorrem porque os mandantes e os assassinos sabem que ficarão impunes. </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">Não por acaso, homicídio é a principal causa de morte entre jovens de 15 a 44 anos. Segundo a ONU, a taxa triplicou em 20 anos. atingindo 30,4 pessoas para cada 100 mil habitantes em 2002. Em 2006, a taxa caiu para 25. Mesmo assim, ainda é três vezes maior do que a média mundial. </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;"><strong>OPERAÇÕES</strong> &#8211; A entidade ainda alega que as operações realizadas nas favelas em 2007, como no complexo do Alemão, fracassaram e que a abordagem de guerra não funciona. &#8220;O governo disse que foi um sucesso. Mas na realidade, do ponto de vista de controle do crime, a operação foi um fracasso&#8221;, disse. &#8220;A polícia apreendeu 2 metralhadoras, 6 pistolas, 3 fuzis, 1 submetralhadora, 2.000 cartuchos, 300 quilos de drogas e uma quantidade não especificada de explosivos. Portanto, o número de pessoas mortas foi superior ao de armas apreendidas e, no dia seguinte, havia apenas uma presença mínima da polícia na favela. A facção continuava no local e no controle&#8221;, afirmou a ONU. Dezenove pessoas morreram, das quais 14 pelas costas e Alston acusa os policiais pelas execuções.</span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">O problema, segundo ele, é que essas mortes são toleradas e até publicamente motivadas por representantes do alto escalão do governo. &#8220;O atual Secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, disse que por mais que a polícia se empenhe ao máximo para evitar as mortes, não se pode &#8220;fazer uma omelete sem quebrar os ovos&#8221;, disse.</span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">&#8220;A percepção de que as operações policiais são planejadas com a finalidade de matar pobres, negros e jovens do sexo masculino surpreende por ser a corrente geral. A retórica oficial de &#8220;guerra&#8221;, a compra de equipamentos bélicos e os símbolos policiais servem apenas para fazer com que tais opiniões sejam aceitas por todos&#8221;, alertou. O fracasso das megaoperações ainda seriam &#8220;calados pela aprovação da classe média a tal tática de confrontamento&#8221;.</span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;"><strong>APOIO POPULAR</strong> &#8211; A ONU também conclui que parte da população, temendo uma escalada da violência, começa a apoiar medidas de extermínio. &#8220;As execuções extrajudiciais e a justiça dos vigilantes contam com o apoio de uma parte significativa da população, que teme as elevadas taxas de criminalidade e percebe que o sistema da justiça criminal é demasiado lento ao processar os criminosos&#8221;, aponta o relatório. </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">Alston ainda deixa claro que a classe política, em busca de votos, também adota uma postura dúbia. &#8220;Muitos políticos, ávidos por agradar um eleitorado amedrontado, falham ao demonstrar a vontade política necessária para refrear as execuções praticadas pela polícia&#8221;, disse.</span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">&#8220;Essa atitude precisa mudar. Os Estados têm a obrigação de proteger os seus cidadãos, evitando e punindo a violência criminal&#8221;, defendeu a ONU. &#8220;No entanto, essa obrigação acompanha o dever do Estado de garantir o respeito ao direito à vida de todos os cidadãos, incluindo os suspeitos de terem cometido crimes&#8221;, disse. Para ele, o assassinato não é uma técnica aceitável nem eficaz de controle do crime. </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">&#8220;Os brasileiros não lutaram bravamente contra 20 anos de ditadura, nem adotaram uma Constituição Federal dedicada a restaurar o respeito aos direitos humanos apenas para que o Brasil ficasse livre para que os policiais matassem com impunidade, em nome da segurança&#8221;, concluiu.</span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;"><strong>REFORMA</strong> &#8211; A ONU pede uma reforma completa da polícia no Brasil e apela para que os políticos dêem demonstrações que não vão tolerar abusos. Entre as quase 50 receitas apresentadas hoje (15) pelas Nações Unidas, a entidade quer que cada disparo dado por um policial seja registrado, cada munição controlada e o fim do corporativismo. </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">&#8220;O escopo das reformas necessárias é assustador e intimidante, mas a reforma é possível e necessária&#8221;, apontou Alston. Um dos problemas centrais é o da impunidade de policiais No Rio de Janeiro e em São Paulo, por exemplo, apenas 10% dos homicídios chegam à Justiça. Em Pernambuco, a taxa é de aproximadamente 3%. Dos 10% que são julgados em São Paulo, estima-se que metade seja condenada. Esses números são ainda menores nos casos em que há o envolvimento de policiais. </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">Segundo a ONU, investigações de mortes cometidas por policiais não são feitas e as evidências são retiradas dos locais dos crimes. &#8220;Em Pernambuco, por exemplo, os promotores encontraram 2 mil inquéritos que haviam sido deixados em delegacias e não encaminhados ao Ministério Público sobre assassinatos. Os inquéritos ficaram nas delegacias mais de 20 anos &#8211; período superior ao prazo para a prescrição &#8211; e, portanto, não era mais possível levar os casos a julgamento&#8221;, alertou a ONU.</span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">A entidade também destaca que o Instituto Médico-Legal (IML) não é suficientemente independente da polícia e pede sua total autonomia. Outro ataque é contra a lentidão do sistema judiciário. &#8220;Um sistema judicial moroso cria impunidade para os crimes graves. Esse problema é exacerbado pela tendência de alguns juízes de adiar os processos dos casos que implicam a polícia e outros atores poderosos, e por controlarem seus cartórios de modo a dar prioridade aos processos civis sobre os penais&#8221;, afirmou.</span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">A ONU ainda pede mais controle em relação às atividades da policia. &#8220;Muitos policiais acusados de crimes graves não apenas aguardam o inquérito em liberdade como continuam exercendo normalmente as suas atividades. Isso possibilita ao policial intimidar testemunhas e aumenta a percepção da comunidade de que existe impunidade para os assassinos policiais e, em contrapartida, reduz a vontade das testemunhas de prestar depoimento&#8221;, afirma.</span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;"><strong>PRISÕES</strong> &#8211; A entidade também destaca que o abandono de internos nas prisões faz com que as facções se fortaleçam. &#8220;O fracasso do Estado em atender as necessidades básicas e a segurança dos internos motiva o crescimento de facções ao criar uma lacuna do poder onde as facções podem se apresentar como uma solução para conseguir benefícios para os internos. Isso não gera apenas violência excessiva nas prisões, mas como foi claramente demonstrado pelos eventos que ocorreram em São Paulo em maio de 2006, os efeitos vão muito além das paredes das penitenciarias&#8221;, ressaltou o relatório. </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">&#8220;Esforços mais amplos de controle do crime precisam levar em conta o papel chave que as penitenciárias têm no crescimento das facções e o fracasso do sistema prisional em restringir as atividades do crime organizado&#8221;, concluiu o documento lembrando que a população carcerária no País dobrou em dez anos. </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">&#8220;Às vezes, internos selecionados recebem mais poder sobre os outros presos do que os próprios agentes. Eles assumem o controle (às vezes brutal) da disciplina interna e da distribuição de comida, medicamentos e kits de higiene&#8221;, apontou &#8220;Essa prática muitas vezes resulta em líderes de facções controlando as prisões&#8221;, disse. </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><em><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">Fonte: AE </span></em></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><em><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;"><span><strong> </strong></span></span></em></span></span></p>
<p><span style="color:#800000;"><a href="http://jc.uol.com.br/2008/09/15/not_179807.php">http://jc.uol.com.br/2008/09/15/not_179807.php</a></span></p>
<p><span style="color:#800000;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</span></p>
<table class="contentpaneopen" border="0">
<tbody>
<tr>
<td class="contentheading" width="100%"><span style="color:#800000;">Chilenos lançam campanha contra violência policial</span></td>
<td class="buttonheading" width="100%" align="right"><span style="color:#800000;"><a title="PDF" href="http://www.correiocidadania.com.br/index2.php?option=com_content&amp;do_pdf=1&amp;id=2309" target="_blank"> </a></span></td>
<td class="buttonheading" width="100%" align="right"><span style="color:#800000;"><a title="Imprimir" href="http://www.correiocidadania.com.br/index2.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=2309&amp;pop=1&amp;page=0&amp;Itemid=9" target="_blank"> </a></span></td>
<td class="buttonheading" width="100%" align="right"><span style="color:#800000;"><a title="E-mail" href="http://www.correiocidadania.com.br/index2.php?option=com_content&amp;task=emailform&amp;id=2309&amp;itemid=9" target="_blank"> </a></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="contentpaneopen" border="0">
<tbody>
<tr>
<td class="createdate" colspan="2" valign="top"><span style="color:#800000;">11-Set-2008</span></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2" valign="top"><span style="color:#800000;">Persistência de situações de abuso, uso desnecessário da força, brutalidade dos agentes policiais contra populações vulneráveis. Estas foram alguns das demandas apresentadas por organizações de direitos humanos do Chile em informes que servem de base para a campanha contra a violência policial &#8220;Alto lá!&#8221;, lançada dia 9 de setembro, em Santiago.</span><span style="color:#800000;">A existência das situações de violência policial contra a população civil sob os governos democráticos tem aumentado. Entre 1990 e 2004 ingressaram na justiça militar 6.083 casos por violência policial imputáveis a carabineiros somente nas regiões IV, V, VI e Metropolitana. Tais denúncias, que apontam 405 casos anuais, têm aumentado de 164 casos em 1990 para a 476 em 2000, chegando a um total de 585 casos no ano de 2004.</span></p>
<p><span style="color:#800000;">Entre as recomendações do relatório estão: introduzir reformas integrais à justiça militar de maneira a adequá-la à evolução internacional dos direitos humanos; derrogar o decreto que regula as condições para o exercício do direito de reunião pacífica sem permissão prévia e sem armas; introduzir reformas legislativas em relação ao controle das atuações policiais.</span></p>
<p><span style="color:#800000;">A campanha busca, além disso, sensibilizar a opinião pública sobre tais realidades e informar-lhes acerca dos direitos que lhe são garantidos, podendo ser visitada e aderida através do portal <a href="http://www.altoahi.cl/" target="_blank">http://www.altoahi.cl/</a>. A página web permitirá também denunciar outros fatos desta natureza, tanto em condição de afetado direto como de testemunha ou aportando informações pormenorizadas.</span></p>
<p><span style="color:#800000;"><a href="http://www.correiocidadania.com.br/content/view/2309/9/">http://www.correiocidadania.com.br/content/view/2309/9/<br />
</a></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#800000;"><span style="font-size:x-small;"><br />
</span></span></p>
<div><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;"><br />
</span></span></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/profared.wordpress.com/2030/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/profared.wordpress.com/2030/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/profared.wordpress.com/2030/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/profared.wordpress.com/2030/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/profared.wordpress.com/2030/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/profared.wordpress.com/2030/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/profared.wordpress.com/2030/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/profared.wordpress.com/2030/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/profared.wordpress.com/2030/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/profared.wordpress.com/2030/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/profared.wordpress.com/2030/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/profared.wordpress.com/2030/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/profared.wordpress.com/2030/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/profared.wordpress.com/2030/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=profared.wordpress.com&amp;blog=3477185&amp;post=2030&amp;subd=profared&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Violência no lar contra a criança</title>
		<link>http://profared.wordpress.com/2008/09/20/violencia-no-lar-contra-a-crianca/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 23:55:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>profa red</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem  Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Abuso passivo ou negligência “A negligência da negligência” Milhões de crianças jamais terminam a escola, não sabem ler, têm limitado acesso aos cuidados médicos, enchem as cadeias e são devastadas pelos crimes e drogas em um ambiente “afamiliar”. Ocorre negligência infantil quando os responsáveis, em qualquer nível, pelas necessidades básicas da criança, deixam de cumpri-los. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=profared.wordpress.com&amp;blog=3477185&amp;post=2026&amp;subd=profared&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Abuso passivo ou negligência<br />
“A negligência da negligência”<br />
Milhões de crianças jamais terminam a escola, não sabem ler, têm limitado acesso aos cuidados médicos, enchem as cadeias e são devastadas pelos crimes e drogas em um ambiente “afamiliar”.<br />
Ocorre negligência infantil quando os responsáveis, em qualquer nível, pelas necessidades básicas da criança, deixam de cumpri-los.<br />
Na sua forma mais branda pode ser encarada como uma falta de vigilância e segurança, estando exposta a maior risco de acidentes e intoxicações. Na sua forma mais grave, o paciente se apresenta com atraso de crescimento e retardamento do desenvolvimento como resultado de alimentação adequada ou ineficaz.<br />
“A pobreza não é igual à negligencia”<br />
Fatores de risco são similares aos encontrados nos casos de abuso. A maioria foi indesejada e procurou-se pouca assistência no pré-natal. Os pais não parecem preocupados com o atraso. Poucos cuidados médicos e vacinas atrasadas.<br />
Essas crianças sorriem pouco, são apáticas e retraídas quando deixadas sozinhas. Apresentam mais interesse em objetos que em pessoas. Evitam contato com os olhos e se recusam a ser tocadas ou acariciadas.<br />
Higiene precária, roupas sujas e assaduras de fralda. A maneira de confirmar é remover a criança deseu meio e observar o crescimento quando bem alimentada.<br />
A lei pode ser útil para mudar o comportamento. Mais eficaz em solicitar limites de segurança para medicamentos, temperatura para aquecedores de água, segurança de brinquedos e dispositivos de segurança.<br />
Abuso emocional<br />
Associa-se a todas as outras, embora possa ocorrer isoladamente e variar desde a desatenção até a<br />
rejeição ostensiva, expiação ou sujeição pelo terror. Por não deixar estigmas visíveis é muito difícil de se<br />
documentar.<br />
As vítimas podem se apresentar com ansiedade crônica grave, agitação, hiperatividade, depressão ou reações psicóticas ostensivas.<br />
Muitas são socialmente retraídas, tem problemas em se relacionar e vão mal na escola. Uma baixa auto-estima é a regra.</strong></p>
<p><a href="http://www.educaremrevista.ufpr.br/arquivos_15/pascolat.pdf">http://www.educaremrevista.ufpr.br/arquivos_15/pascolat.pdf</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/profared.wordpress.com/2026/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/profared.wordpress.com/2026/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/profared.wordpress.com/2026/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/profared.wordpress.com/2026/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/profared.wordpress.com/2026/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/profared.wordpress.com/2026/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/profared.wordpress.com/2026/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/profared.wordpress.com/2026/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/profared.wordpress.com/2026/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/profared.wordpress.com/2026/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/profared.wordpress.com/2026/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/profared.wordpress.com/2026/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/profared.wordpress.com/2026/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/profared.wordpress.com/2026/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=profared.wordpress.com&amp;blog=3477185&amp;post=2026&amp;subd=profared&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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