Aula de redação

arquivado p depois fazer exercício

Posted on: abril 25, 2008

“O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento. Este é um dos resultados engraçados (e trágicos) da ciência. Se existe uma classe especializada em pensar de maneira correta (os cientistas), os outros indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. Quando o médico lhe dá uma receita, você faz perguntas? Sabe como os medicamentos funcionam? Será que você se pergunta se o médico sabe como os medicamentos funcionam? Ele manda, a gente compra e toma. Não pensamos. Obedecemos. Não precisamos pensar, porque acreditamos que há indivíduos especializados e competentes em pensar. Pagamos para que ele pense por nós. E depois ainda dizem por aí que vivemos em uma civilização científica… O que eu disse dos médicos você pode aplicar a tudo. […] Afinal de contas, para que serve a nossa cabeça? Ainda podemos pensar? Adianta pensar?”.

ALVES, Rubem. Filosofia da Ciência.
São Paulo, Ars Poética, 1996:8-9


“O que as pessoas comuns pensam quando as palavras “Ciência” ou “cientista” são mencionadas? Faça você mesmo um exercício. Feche os olhos e veja que imagens vêm à sua mente. As imagens mais comuns são as seguintes: o gênio louco, que inventa coisas fantásticas; o tipo excêntrico, ex-cêntrico, fora do centro, manso, distraído; o indivíduo que pensa o tempo todo sobre fórmulas incompreensíveis ao comum dos mortais; alguém que fala com autoridade, que sabe sobre o que está falando, a quem os outros devem ouvir e… Obedecer. Estas são as imagens da ciência e do cientista que aparecem na televisão. Os agentes de propaganda não são bobos. Se usam tais imagens é porque sabem que elas são eficientes para desencadear decisões e comportamentos.

Agora invoco Rubem Alves, no seu livro Filosofia da Ciência que diz: “O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque induz o comportamento e inibe o pensamento”. Antes de tudo, é necessário acabar com o mito e que o cientista é uma pessoa que pensa melhor que as outras. Antes de me adentrar mais nesse terreno “pantanoso” onde está à filosofia da ciência, se faz necessário saber o que é ciência? Você sabe o que é ciência? E as suas regras? Peço licença para citar dois grandes filósofos da ciência.

Primeiro Thomas Kuhn no seu livro “A estrutura das revoluções científicas”, considera a ciência como: “Uma quebra de paradigmas, que partindo de um modelo lançamo-nos na busca das peças do quebra-cabeça que o confirmarão, ou seja, cria-se um modelo teórico, uma forma hipotética do real (ex: teoria), não visto e não comprovado, mas que o cientista toma, por um ato de fé, como se fosse a verdade. E é a partir disso que ela irá investigar o real, em busca dos pedaços que estão faltando para completar o quebra-cabeça”. Agora segundo Karl Popper no seu livro “A lógica da investigação científica” que define ciência de uma maneira bem curiosa que assim se segue: “Se aceita como ciência ou como credencial de qualquer teoria, sua capacidade de “ser testada pela experiência” (um método) sendo que os únicos testes possíveis são aqueles que, eventualmente, podem demonstrar a falsidade de seus enunciados”. Note que não se quer dizer que uma teoria só pode ser considerada científica se for provada falsa. Ao contrário: se uma teoria não puder se provada falsa, eventualmente, isso significa que ela não pode se corrigida pela experiência.

Lembre-se de algumas “verdades” que foram abandonadas… Ex: As harmonias de Kepler, as sínteses químicas só realizáveis por organismos… O sol girando em torno da terra… E se Copérnico e Galileu não tivesse tomado ciência de tentar falsear tal afirmação através de observações e pesquisas… Resumindo, a credencial de qualquer declaração, para que ela tenha entrada no submundo da ciência, é sua falsificabilidade, porque não há métodos que nos permitam concluir acerca de sua verdade de forma definitiva.

Uma contraprova apenas, entretanto, basta, para nos mostrar outra face. Concordando com Nietzsche que dizia que “As convicções são prisões” invoco novamente Rubem Alves que diz que: “Todos que têm certezas estão condenados ao dogmatismo. Já que estou certo da verdade de minha teoria, por que haveria de perder tempo ouvindo outra pessoa que, por defender idéias, tem de estar errada? As certezas andam sempre de mãos dadas com as fogueiras…”.

Através disso, pretendo dizer que quem trabalha com ciência de maneira consciente seja em qualquer área, sabe que para tal não há verdades absolutas, caso pense o contrário entenda que isso não é ciência, é pseudociência. O cientista, o pesquisador, nunca pode pretender ser o dono da verdade. E o professor, por sua vez, é aquele que desmantela certezas.

(*) Rogério Ribeiro dos Santos é professor de Ciências/Biologia da rede estadual de ensino – E-mail: rogerbioufmt@yahoo.com.br

http://www.atribunamt.com.br/?p=15800&print=1

“Ao mesmo tempo, a ciência não pode ser considerada uma verdade absoluta, há que se impor limites para que não haja atrocidades como os experimentos “médicos” na Segunda Guerra Mundial, em que os nazistas usavam seus prisioneiros para experiências dantescas. O mais maléfico dos “médicos” foi Josef Mengele (que morou anos no Brasil até morrer afogado na região da praia de Bertioga, litoral paulista), que em Auschwitz fez barbaridades com gêmeos e liliputianos, e crueldades inimagináveis, como injeções no olho sem anestesia para tentar mudar a cor, esterilizações, contaminação com agentes causadores de doenças, amputações desnecessárias e retirada de órgãos. A ciência é feita para buscar soluções inteligentes e éticas.” (aconselho a acessar o link e ler mais)

http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=2494


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