Aula de redação

Proposta para o Neto ( ESPM)

Posted on: maio 4, 2008

Texto 1

Leia os fragmentos de textos, Neto. A proposta aparecerá abaixo deles.

“Em quase todas as categorias existe um concorrente que dispõe de todas as vantagens. Preferido pelo consumidor. Acede primeiro à distribuição. Vende o dobro ou mais do que qualquer outro. E, mesmo quando erra, a coisa passa, e a vida continua. Esse aparente senhor supremo do mercado é chamado o Líder. E apesar de haver quem mais que se ache um líder, o verdadeiro, o líder, é só um.

Em Portugal, a Igreja Católica é um exemplo paradigmático de liderança num mercado. Ao pé da Igreja, os outros incumbentes não passam de uns amadores menores. Nem mesmo a PT ou a EDP recebem o tratamento preferencial do regulador que a Igreja afirma ter. E portanto, quando se pensa em monopólios instalados é fácil reconhecer que a Igreja é o líder absoluto da salvação.

Nestas coisas do marketing nunca se sabe se é o marketing que se aplica à religião se foi a religião que inventou o marketing. Apesar do segundo caso ser mais provável, já que, milénios antes de Neil McElroy ter recomendado a adopção do Brand Managment na Procter & Gamble, já as religiões exploravam o mercado das almas. Mas prosseguindo.

O mercado das almas funciona mais ou menos assim: O consumidor, aqui chamado crente, paga os serviços (normalmente em comportamento) enquanto o fornecedor, a Igreja, vende a salvação da alma. Na Europa do Sul, a Igreja, a Católica, conseguiu uma vantagem competitiva fundamental quando, logo no seu arranque, se declarou a preferida do regulador e, mais importante ainda, introduziu o produto “salvação depois da morte”, arrasando de vez com os pouco fiáveis serviços climatéricos para agricultores e comerciantes pagãos.

Há 2 mil anos atrás, a Igreja Católica introduziu um produto novo, salvação na outra vida, e com isso conquistou um mercado espantosamente grande. Mil anos depois, e já com a igreja bem instalada, vieram então os seus concorrentes, os protestantes, e os cismas. Ainda nessa altura, mesmo perdendo quase metade do seu mercado, a igreja católica defendeu-se, declarando-se a verdadeira, a única e a original e expandindo-se para os novos mercados americanos.

Entretanto, mais mil anos se passaram e actualmente a ameaça ao negócio católico das almas, já não aparece sob a forma de uma religião organizada alternativa (ainda que a IURD faça umas razias nos clientes mais valiosos). Dizia-se, a grande ameaça que enfrenta agora a Igreja Católica é o esvaziamento do seu mercado, por via dos agnósticos, dos indiferentes. Daqueles que não querem o produto e por isso mesmo não o compram.

Aconteceu que, nos últimos dois séculos, a vida das classes médias melhorou tanto que estes já não querem saber da salvação noutro mundo. A classe média ocidental, está agora muito mais interessada em aproveitar este mundo. E não está mais compradora de propostas do tipo: “sofres agora, recebes depois”. Assim, à Igreja Católica põe-se o dilema que, mais cedo ou mais tarde, atormenta quase todos os líderes. O que fazer quando os clientes deixam de querer o produto? O que fazer quando se é o líder no mercado das televisões a preto e branco, ou dos vídeos VHS, ou do cinema mudo, e dos rolos fotográficos?

Quando um líder se depara com uma séria ameaça à sua categoria, pode fazer uma de duas coisas. Ou se deixa estar, e resiste, e com isso reduz-se um negócio que já foi de um bem de primeira necessidade, para um nicho luxuoso e exótico. Como por exemplo fizeram os fabricantes de arreios para cavalos. Ou então, a outra alternativa de um líder ameaçado é ser ele próprio o condutor da inovação. Afinal, se o modelo de negócio vai ser destruído então que seja o líder a ficar com os cacos.

A Igreja Católica, se pretende continuar a ser uma instituição de massas, tem de se reconciliar com esta vida. Tem de fornecer evidências concretas que o seu produto, produz mais felicidade agora, nesta terra e deixar-se de promessas improváveis de uma outra vida no além.

Uma vez que os potenciais crentes actuais estão reconciliados com a sua vida mundana, não resta senão à Igreja Católica reconhecer isso mesmo. Reduzindo o nível de investimento em rezas e provações que espera dos seus crentes, e apostando apenas em demonstrar como se consegue ser feliz, agora, usando os ensinamentos do Senhor. A Igreja deve revolucionar-se, celebrando esta vida, em vez de a associar à morte.

Fatidicamente todos os verdadeiros líderes acabam confrontados com um mesmo dilema. Aquelas coisas que toda gente sabe que eles fazem lindamente, até ao menino Jesus deixam de interessar. Então, o que antes era uma empresa fundamental, acaba numa arrecadação da história, como nada mais que um saudoso fazedor de objectos de colecção. A não ser que, por não ter feitio para fornecedor das Colecções Philae, as marcas líderes defendam a sua posição de liderança, tendo a coragem de se atacar a si próprias.

Se é certo que, no futuro, alguém vai dar cabo do mercado, que seja o próprio líder a fazê-lo, encontrando novas e espectaculares formas de fazer ainda melhor aquilo que já fazia bem antes. Uma estratégia de auto-superação que tem servido muito bem a Gillette e o Pantene. Porque afinal, parar é morrer, e está mais que visto que no mercado de consumo, se tem muito pouca fé na vida depois da morte.”

http://consumering.blogspot.com/2004_09_01_archive.html

Os profissionais de marketing precisam obter informações sobre o meio que os cerca, principalmente informações sobre clientes e concorrentes. Precisam saber como os mercados-alvo determinados por eles respondem a um composto de marketing atual e como reagiriam a mudanças nele. É necessário trabalhar com previsões.”

Eis duas idéias muito freqüentes, porém equivocadas, sobre o marketing:

MARKETING É VENDER. A visão de que marketing e vendas são a mesma coisa é o tipo mais comum de equívoco. É claro que vender faz parte do marketing, mais ele abrange muito mais do que vendas. (p.33)
Marketing não pode ser o mesmo que vender porque começa muito antes de a empresa ter o produto. Marketing é a tarefa, assumida pelos gerentes, de avaliar necessidades, medir sua extensão e intensidade e determinar se existe a oportunidade par lucros. A venda ocorre somente depois que um produto é fabricado. O marketing continua por toda a vida do produto, tentando encontrar novos clientes, melhorar o poder de atração e o desempenho do produto, tirar lições dos resultados das vendas do produto e gerenciar as vendas repetidas aos mesmos clientes.”

A Mente do Consumidor. Quando um consumidor considera a compra de um produto, o processo decisório não é simples nem racional. Todos os tipos de receios, dúvidas e outros fatores psicológicos entram em jogo. As informações aparecem sob muitos disfarces. (p.181)
Conquistar a mente do consumidor é o principal desafio do marketing. A mente do consumidor pode ser vista com um concorrente ou como uma arma competitiva. Às vezes, pode agir como um obstáculo ao sucesso. (p.181)
Inúmeros fatores influenciam a mente do consumidor. (p.182)
As atitudes do consumidor em relação ao produto na são desenvolvidas através de um único evento ou anúncio, mas gradativamente. Estão sempre mudando e evoluindo durante o processo decisório – e continuam evoluindo depois da tomada de decisão. (p.182)
A mente do consumidor pode sr influenciada a cada etapa do processo decisório. (p.182)
Para vencer a batalha pela mente do consumidor, as empresas precisam lutar contra os fantasmas psicológicos. Precisam oferecer fatores de conforto que tranqüilizem o consumidor. A empresa tem que convencer o consumidor de que é financeira e tecnicamente forte para satisfazer todas as suas necessidades futuras. (p.183)
Ao mesmo tempo, as empresas podem tentar influenciar as atitudes dos consumidores com relação aos produtos concorrentes. (p.183)
Para ter sucesso no mercado, as empresas também devem tentar entender a mente do consumidor.”

Você. É o concorrente mais difícil. As máquinas e produtos não competem, mas as pessoas sim, As pessoas precisam descobrir as oportunidades de mercado e tirar proveito delas. Precisam desenvolver produtos e estratégias competitivas, alocar recursos e desenvolver relações com os clientes. (p.193)
As pessoas acabam concorrendo com elas mesmas e de muitas maneiras. (p.193)
As pessoas precisam estar abertas ao pensamento criativo. (p.193)
Os gerentes precisam, acima de tudo, prestar atenção aos seus clientes. Devem ouvi-los e responder-lhes. As empresas bem-sucedidas são dirigidas por pessoas que jamais se contentam com o segundo lugar. Os líderes fazem as coisas acontecer. Tem uma atitude uma forma de pensar, que permeia a empresa. Se os gerentes adotarem esse pensamento, conseguirão evitar o maior de todos os problemas: transformarem-se em um concorrente.”

http://paginas.terra.com.br/educacao/teletrabalho/marketing.htm

PROPOSTA


Neto, você foi contratado por uma Igreja. O padre lhe conta que precisa que você elabore uma campanha publicitária para aumentar o número de fiéis da igreja dele.

Com base no que você leu nos textos mais diretamente voltados para as ferramentas do marketing, escreva um texto dissertativo em que você busque responder :

O que fazer quando os clientes deixam de querer o produto? O que fazer quando se é o líder no mercado das televisões a preto e branco, ou dos vídeos VHS, ou do cinema mudo, e dos rolos fotográfico?”

Atenção: se não quiser mencionar a Igreja Católica pode optar por um produto que sentiu queda nas suas vendas.

Bom trabalho!

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