Aula de redação

Caroline Paulon repensa a velhice

Posted on: junho 6, 2008

Nova realidade do Envelhecimento

Caroline Paulon

Ao nascer, iniciamos a primeira fase do ciclo da vida humana, que se dá pela seqüência do desenvolvimento, reprodução, envelhecimento e morte. A fase mais delicada e penosa é o envelhecer, devido as suas limitações naturais e o modo pela qual a sociedade interage com essa fase da vida. Contudo, a velhice relaciona-se à aquisição do maior nível de sabedoria, que vivenciada, pode ser utilizada para transformar outras vidas.

Ao envelhecer, as dificuldades, para se adaptar as novas condições de vida aumentam, devido o processo de envelhecimento biológico, que se relaciona diretamente com as capacidades físicas, psíquicas e até, culturais. O idoso não é respeitado. E envelhecer, na nossa sociedade, recebe o conceito de “definhar”, caminhar para a morte, esse foi agravado, em especial, após a introdução da Globalização.

Em uma sociedade capitalista, a tecnologia é privilegiada, o novo é valorizado constantemente, e o ultrapassado, descartado. Não se acredita que o velho possa ser útil e transmitir o seu conhecimento acumulado. Com o tempo, a prioridade passa a ser do mais novo, que passa a ocupar o lugar do mais experiente.

Nas últimas décadas, porém, sociólogos, psicólogos e o movimento social reivindicatório do idoso, estão inserindo, gradativamente, na sociedade, os novos conceitos sobre uma Quarta idade, sendo mantida a terceira. O termo Quarta idade surgiu para expressar novos padrões de comportamento de uma geração que está envelhecendo, com saúde.

O objetivo é comprovar como é possível envelhecer com disposição, auto-estima e, sem a dependência dos familiares, assim, enfatizando para a sociedade que a expectativa de vida para o idoso cresceu. Em 2007, dados do governo sobre educação, foram utilizados para estabelecer novas metas para esse novo segmento social. Chamaram-lhes a atenção os gastos referentes à terceira idade, que superaram as despesas com a educação infantil. Talvez, por isso, as autoridades decidiram investir mais nas pessoas velhas. Ficou evidente que a ociosidade é responsável pelas mazelas da idade. Por isso, os idosos estão voltando a estudar, e esse passou a ser um dos motivos de essas pessoas passarem a se sentir felizes. E, saudáveis!

De acordo com dados mais detalhados das estatísticas, tomou-se conhecimento de que, os 97 anos, Anna Variani renovou a carteira nacional de habilitação. Ela é conhecida em sua cidade, por dirigir um fusquinha e, por cursar Serviço Social. Anna, assim como outros idosos, que vêm mudando a nossa história, não deixou a jovialidade interna envelhecer, mantive-se ativa mental e fisicamente, e vem contribuindo para a nossa história, mudando vidas.

Atitudes como essas demonstram à sociedade que é possível na chamada Quarta Idade buscar sonhos não alcançados na juventude. Valoriza-se, assim, o conjunto de conhecimento que o idoso pode trazer aos que o cercam. E evidencia-se que essa fase deve ser respeitada e valorizada, pois idosos contribuem, por meio do seu conteúdo adquirido, a transformação das vidas ou na revolução do pensamento e da ciência.

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