Aula de redação

PROPOSTA DE REDAÇÃO DA UFSCAR

Posted on: junho 9, 2008

REDAÇÃO
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir
Texto 1
Quem nunca foi zoado ou zoou alguém na escola? Risadinhas,
empurrões, fofocas, apelidos como “bola”, “rolha de poço”,
“quatro-olhos”. Todo mundo já testemunhou uma dessas “brincadeirinhas”
ou foi vítima delas. Mas esse comportamento, considerado
normal por muitos pais, alunos e até professores, está
longe de ser inocente. Ele é tão comum entre crianças e adolescentes
que recebe até um nome especial: bullying. Trata-se de
um termo em inglês utilizado para designar a prática de atos agressivos
entre estudantes. Traduzido ao pé da letra, seria algo como
9 UFSC/1º Cad/LP/LI/Red
intimidação. Trocando em miúdos: quem sofre com o bullying é
aquele aluno perseguido, humilhado, intimidado.
E isso não deve ser encarado como brincadeira de criança.
Especialistas revelam que esse fenômeno, que acontece no mundo
todo, pode provocar nas vítimas desde diminuição na autoestima
até o suicídio. “Bullying diz respeito a atitudes agressivas,
intencionais e repetidas praticadas por um ou mais alunos contra
outro. Portanto, não se trata de brincadeiras ou desentendimentos
eventuais. Os estudantes que são alvos de bullying sofrem
esse tipo de agressão sistematicamente”, explica o médico Aramis
Lopes Neto, coordenador do primeiro estudo feito no Brasil
a respeito desse assunto. Segundo Aramis, “para os alvos de
bullying, as conseqüências podem ser depressão, angústia, baixa
auto-estima, estresse, absentismo ou evasão escolar, atitudes de
autoflagelação e suicídio, enquanto os autores dessa prática podem
adotar comportamentos de risco, atitudes delinqüentes ou
criminosas e acabar tornando-se adultos violentos”.
(www.educacional.com.br. Adaptado.)
Texto 2
Crianças e adolescentes vítimas de bullying podem carregar
o trauma pela vida toda. De acordo com especialistas, se o problema
não for bem resolvido antes de se chegar à idade adulta,
seqüelas como dificuldades de tomar a iniciativa ou de se expressar
podem atrapalhar os relacionamentos pessoais e até profissionais.
[…]
Em casos extremos, o bullying pode levar à morte. Há vítimas
que se suicidam e outras que matam os colegas. Foi o que
aconteceu na escola Columbine, nos Estados Unidos, quando em
1999 dois colegas mataram 13 pessoas no colégio e se suicidaram.
Os adolescentes eram constantemente alvo de piadas de
suas turmas.
No Brasil, dois casos chamaram a atenção. Em fevereiro de
2004, em Remanso (BA), o jovem D., 17, matou duas pessoas e
feriu três. Ele sofria humilhações na escola. O garoto revelou
que matou F., 13, porque, além de sempre ridicularizá-lo, no dia
do crime, ele teria jogado um balde de lama nele. Em janeiro de
2003, Edmar Freitas, 18, entrou no colégio onde tinha estudado,
em Taiúva (interior de SP), e feriu oito pessoas com tiros. Em
seguida, se matou. Obeso, era vítima de apelidos humilhantes.
(Folha de S.Paulo, 04.06.2006.)
Texto 3
A especialista Cleo Fante, autora do livro Fenômeno Bullying,
formulou um manual que reúne os sinais observados com maior
freqüência nas vítimas desse tipo de prática. Eis alguns:
• O estudante prefere ficar trancado no quarto a sair com os
amigos
• Ele raramente é convidado para uma festa da escola
• Seu desempenho escolar apresenta piora
• Pede ao pais que o troquem de escola sem uma razão convincente
• Antes de ir ao colégio, sua muito e tem dores de barriga ou
de cabeça
• Ele manifesta o desejo de mudar algo em sua aparência
Cyberbullying. Esse é o nome dado ao tipo de agressão praticado
por meio de artefatos tecnológicos, como blogs na internet e
mensagens no celular. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos
chegou a um número impressionante sobre o assunto: 20%
dos estudantes americanos de ensino fundamental são vítimas do
cyberbullying. Outra pesquisa, essa realizada na Inglaterra, quantificou
o número de meninas que são alvo de agressões via celular.
Isso ocorre com 25% das inglesas.
(Veja, 08.02.2006.)
Texto 4
Há poucos anos, as malvadezas típicas do universo infantil
vieram à tona e revelaram o assédio recorrente cometido por um
grupo de crianças à outra. A ação recebeu nome e sentença:
“bullying”, ato de perseguir e agredir moralmente a vítima. Com
o aumento da competitividade entre trabalhadores e da pressão
do empregador por mais resultados em menos tempo, o termo foi
trasladado para o ambiente de trabalho, dando nova roupagem a
um tipo crescente de assédio moral: o “mobbing”, palavra derivada
de “mob” (do inglês, “máfia”).
“Mobbing é o assédio coletivo contra uma pessoa”, define
José Carlos Ferreira, diretor-adjunto do escritório da OIT (Organização
Internacional do Trabalho) no Brasil. (. . .)
O mais conhecido tipo de assédio moral é o terror psicológico
feito pelo chefe sobre o subordinado. Segundo Margarida Barreto,
uma das maiores especialistas do país no tema, esse tipo
representa 90% dos casos. Mas o provocado pelo grupo ou por
um colega sobre o profissional também preocupa: soma 8,5%
dos casos.
(Folha de S.Paulo, 02.07.2006. Adaptado.)
INSTRUÇÕES: Com base nos textos apresentados e, eventualmente,
em experiências pessoais, escreva um texto dissertativo
em prosa, obedecendo à norma padrão do português do Brasil,
que deverá ter como tema:
DO BULLYING AO MOBBING: COMO TRATAR
COMPORTAMENTOS AGRESSIVOS ENTRE COLEGAS?
10REDAÇÃO
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir
Texto 1
Quem nunca foi zoado ou zoou alguém na escola? Risadinhas,
empurrões, fofocas, apelidos como “bola”, “rolha de poço”,
“quatro-olhos”. Todo mundo já testemunhou uma dessas “brincadeirinhas”
ou foi vítima delas. Mas esse comportamento, considerado
normal por muitos pais, alunos e até professores, está
longe de ser inocente. Ele é tão comum entre crianças e adolescentes
que recebe até um nome especial: bullying. Trata-se de
um termo em inglês utilizado para designar a prática de atos agressivos
entre estudantes. Traduzido ao pé da letra, seria algo como
9 UFSC/1º Cad/LP/LI/Red
intimidação. Trocando em miúdos: quem sofre com o bullying é
aquele aluno perseguido, humilhado, intimidado.
E isso não deve ser encarado como brincadeira de criança.
Especialistas revelam que esse fenômeno, que acontece no mundo
todo, pode provocar nas vítimas desde diminuição na autoestima
até o suicídio. “Bullying diz respeito a atitudes agressivas,
intencionais e repetidas praticadas por um ou mais alunos contra
outro. Portanto, não se trata de brincadeiras ou desentendimentos
eventuais. Os estudantes que são alvos de bullying sofrem
esse tipo de agressão sistematicamente”, explica o médico Aramis
Lopes Neto, coordenador do primeiro estudo feito no Brasil
a respeito desse assunto. Segundo Aramis, “para os alvos de
bullying, as conseqüências podem ser depressão, angústia, baixa
auto-estima, estresse, absentismo ou evasão escolar, atitudes de
autoflagelação e suicídio, enquanto os autores dessa prática podem
adotar comportamentos de risco, atitudes delinqüentes ou
criminosas e acabar tornando-se adultos violentos”.
(www.educacional.com.br. Adaptado.)
Texto 2
Crianças e adolescentes vítimas de bullying podem carregar
o trauma pela vida toda. De acordo com especialistas, se o problema
não for bem resolvido antes de se chegar à idade adulta,
seqüelas como dificuldades de tomar a iniciativa ou de se expressar
podem atrapalhar os relacionamentos pessoais e até profissionais.
[…]
Em casos extremos, o bullying pode levar à morte. Há vítimas
que se suicidam e outras que matam os colegas. Foi o que
aconteceu na escola Columbine, nos Estados Unidos, quando em
1999 dois colegas mataram 13 pessoas no colégio e se suicidaram.
Os adolescentes eram constantemente alvo de piadas de
suas turmas.
No Brasil, dois casos chamaram a atenção. Em fevereiro de
2004, em Remanso (BA), o jovem D., 17, matou duas pessoas e
feriu três. Ele sofria humilhações na escola. O garoto revelou
que matou F., 13, porque, além de sempre ridicularizá-lo, no dia
do crime, ele teria jogado um balde de lama nele. Em janeiro de
2003, Edmar Freitas, 18, entrou no colégio onde tinha estudado,
em Taiúva (interior de SP), e feriu oito pessoas com tiros. Em
seguida, se matou. Obeso, era vítima de apelidos humilhantes.
(Folha de S.Paulo, 04.06.2006.)
Texto 3
A especialista Cleo Fante, autora do livro Fenômeno Bullying,
formulou um manual que reúne os sinais observados com maior
freqüência nas vítimas desse tipo de prática. Eis alguns:
• O estudante prefere ficar trancado no quarto a sair com os
amigos
• Ele raramente é convidado para uma festa da escola
• Seu desempenho escolar apresenta piora
• Pede ao pais que o troquem de escola sem uma razão convincente
• Antes de ir ao colégio, sua muito e tem dores de barriga ou
de cabeça
• Ele manifesta o desejo de mudar algo em sua aparência
Cyberbullying. Esse é o nome dado ao tipo de agressão praticado
por meio de artefatos tecnológicos, como blogs na internet e
mensagens no celular. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos
chegou a um número impressionante sobre o assunto: 20%
dos estudantes americanos de ensino fundamental são vítimas do
cyberbullying. Outra pesquisa, essa realizada na Inglaterra, quantificou
o número de meninas que são alvo de agressões via celular.
Isso ocorre com 25% das inglesas.
(Veja, 08.02.2006.)
Texto 4
Há poucos anos, as malvadezas típicas do universo infantil
vieram à tona e revelaram o assédio recorrente cometido por um
grupo de crianças à outra. A ação recebeu nome e sentença:
“bullying”, ato de perseguir e agredir moralmente a vítima. Com
o aumento da competitividade entre trabalhadores e da pressão
do empregador por mais resultados em menos tempo, o termo foi
trasladado para o ambiente de trabalho, dando nova roupagem a
um tipo crescente de assédio moral: o “mobbing”, palavra derivada
de “mob” (do inglês, “máfia”).
“Mobbing é o assédio coletivo contra uma pessoa”, define
José Carlos Ferreira, diretor-adjunto do escritório da OIT (Organização
Internacional do Trabalho) no Brasil. (. . .)
O mais conhecido tipo de assédio moral é o terror psicológico
feito pelo chefe sobre o subordinado. Segundo Margarida Barreto,
uma das maiores especialistas do país no tema, esse tipo
representa 90% dos casos. Mas o provocado pelo grupo ou por
um colega sobre o profissional também preocupa: soma 8,5%
dos casos.
(Folha de S.Paulo, 02.07.2006. Adaptado.)
INSTRUÇÕES: Com base nos textos apresentados e, eventualmente,
em experiências pessoais, escreva um texto dissertativo
em prosa, obedecendo à norma padrão do português do Brasil,
que deverá ter como tema:
DO BULLYING AO MOBBING: COMO TRATAR
COMPORTAMENTOS AGRESSIVOS ENTRE COLEGAS?
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