Aula de redação

Escreva sobre o Pop. Gosta?

Posted on: junho 10, 2008

Vamos estudar, um pouco, a Cultura Pop?

Veja isto

http://www.youtube.com/watch?v=RhipaDCovBM&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=Pdn6wrM1Hqw&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=-IxcJsXyWtQ&feature=related

Agora olhe!

n. 5 Mao Tsé Tung Series, Andy Warhol, 1972

Vamos começar com o básico.

Cultura em Massa ou Cultura Pop é a cultura vernacular – isto é, do povo – que existe numa sociedade moderna. O conteúdo da cultura popular é determinado em grande parte pelas indústrias que disseminam o material cultural, como por exemplo as indústrias do cinema, televisão, música e editorais, bem como os veículos de divulgação de notícias. No entanto, a cultura popular não pode ser descrita como o produto conjunto dessas indústrias; pelo contrário, é o resultado de uma interação contínua entre aquelas e as pessoas pertencentes à sociedade que consome os seus produtos.

Acho que pela Wickpédia já se pode estudar um pouco. Aliás, faz um mês , coloquei neste blog um texto sobre a cultura de massas, lembra?

É quase a mesma coisa, no entanto, agora, vou especificar mais o Pop. Não é tão simples de entender, mas vamos lá.

Continue no link

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_popular

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Agora leia o texto do Digestivo Cultural.

O termo cultura pop tem sido usado indiscriminadamente para designar diversos produtos da Indústria Cultural. Fala-se em música pop, pop rock, quadrinhos pop e, finalmente, cultura pop. Mas o que é cultura pop? O que caracteriza algo como pop? Que tipo de cultura é essa, denominada pop?

Uma resposta interessante para a pergunta está no ponto de vista daqueles que colocam a cultura pop como uma alternativa para a cultura oficial.

Em um virulento editorial da revista General Visão, número zero, Rogério de Campos ataca o imobilismo cultural daqueles que criticam a Indústria Cultural por comodidade:

“Essa revista surge para, entre outras coisas, chatear essa gente. Nosso objetivo é mergulhar nas imagens criadas pela tal cultura pop e provocar mais imagens. Desenhos de shapes de skate, games, ilustrações, brinquedos estranhos, capas de discos, roupas, flyers, cartazes, filmes, tatuagens, fanzines, desenhos de sites, desenhos animados, fotografias, histórias em quadrinhos e até pinturas e esculturas. Criadores que vivem além das fronteiras das imaculadas galerias ou apenas inconvenientes, fora do lugar “correto”, fora do tempo, contraditórias, infinitas imagens elétricas para ofuscar as imagens oficiais. Não siginifica ficar deslumbrado pela Indústria Cultural, mas, ao contrário, enfrentá-la com ações e visões críticas”.

Daí percebe-se o conceito de cultura pop como algo que nasce da Indústria Cultural, mas não se limita às regras suas acríticas e homogenizantes. Ao contrário, a cultura pop está muito mais próxima da subversão que da ideologia. Ela, constantemente, quer incomodar o receptor, ao invés de acomodá-lo.

O trabalho do autor britânico de histórias em quadrinhos) Alan Moore se encaixa perfeitamente nesse padrão. Sua produção de quadrinhos tem sido subversiva e inquietante: do “herói” anarquista em “V de Vingança” à denúncia da moral vitoriana, na história incrivelmente detalhada de Jack, o Estripador, “Do Inferno”, recentemente transformada em filme.

Quando achou que os leitores estavam acomodados à sua produção mais intelectual, Moore, para provocá-los, dedicou-se a fazer histórias de super-heróis para a editora Image.

Essa produção crítica e provocadora não se encaixa em absoluto no conceito de Indústria Cultural.

Muito antes de Alan Moore, a editora americana E.C. Comics já fazia quadrinhos que estavam mais próximos do conceito de obra aberta do que de Indústria Cultural.

São inúmeros os outros exemplos de produções que estão mais próximas da entropia que da redundância que, teoricamente, deveria caracterizar a Indústria Cultural.

No cinema, há diretores como os americanos QuentinTarantino (de “Cães de Aluguel” e “Tempo de Violência”), Terry Gillian e, mais recentemente, o indiano M. Night Shyamalan (de “O Sexto Sentido” e “Corpo Fechado”), que não se encaixam no jeito americano de fazer filmes.

Na música há bandas que rompem com os ditames do stablishment: Beatles e suas experimentações, o incorfomismo de Raul Seixas, Pato Fu e a crítica à TV (na música “Televisão de Cachorro”)… Por outro lado, há toda uma leitura crítica por parte dos receptores que foi totalmente ignorada pelos frankfurtianos, assustados com a idéia de uma mídia toda-poderosa, derivada do conceito de agulha hipodérmica.

A leitura de uma história em quadrinhos, de um seriado de TV, de um filme, pode evoluir desde a fruição pura e simples até uma análise semiótica aprofundada, como demonstrou Umberto Eco no livro Apocalípticos e Integrados.

Embora os meios de comunicação de massa tenham como objetivo a leitura e a fruição rápidas, isso não significa que todos os leitores estejam “amaldiçoados” a fazerem sempre leituras superficiais.

Alguns leitores discutem os quadrinhos da mesma forma que um crítico de arte o faria com um quadro, ou um crítico literário com um romance.

Por conta dessa leitura, alguns produtos da indústria cultural acabam se tornando cultura pop. É o que acontece, por exemplo, com o seriado Jornada nas Estrelas ou com as histórias clássicas de Jack Kirby e Stan Lee para a Marvel.

Importante notar que, embora não tenham uma postura tão crítica ou provocadora quanto outros exemplos de cultura pop, tanto Jornada quanto as histórias clássicas da editora americana de quadrinhos Marvel (dona do Homem-Aranha, Capitão América e X-Men) têm duas características em comum:

A. Eles apresentam inovações significativas com relação ao modo de fazer as coisas dentro daquele gênero ou mídia (ou seja, são mais informativos que redundantes). A Marvel inovava, e muito, ao mostrar o lado humano dos heróis (o melhor exemplo talvez seja o Homem-aranha, sempre envolvido com gripes, perseguições da polícia e brigas com a namorada), sem falar na estética expressionista de Jack Kiby. Jornada nas Estrelas inovava ao introduzir nos seriados de ficção um vivo manifesto pacifista e ao dar um grande valor aos roteiros bem elaborados.

B. Eles se destacam por seu caráter mítico. Não são poucos os autores que admitem o caráter mítico de Jornada nas Estrelas e de personagens como o Surfista Prateado. A mídia estariam, nesse caso, resgatando algo que havia se perdido com a quase total extinção dos chamados contadores de histórias que, nas sociedades de desenvolvimento tecnológico menos desenvolvido, são os principais divulgadores dos mitos.

O conceito de cultura pop surge não para substituir o de indústria cultural, mas complementá-lo. Ele é aplicado onde justamente as teorias da escola de Frankfurt falham: nos produtos da indústria cultural que não conformam, mas provocam, não acomodam, mas incentivam uma leitura crítica da realidade. A cultura pop surgiria ou de uma vontade de se contrapor à indústria cultural num movimento “de dentro”, ou daquelas peças que ganham uma nova dimensão em decorrência de sua carga arquetípica.

Assim, a cultura pop teria as seguintes características:

A. ser inovadora com relação aos seus congêneres, tanto em termos de forma quanto de conteúdo;

B. apresentar uma leitura crítica de mundo;

C. ter um conteúdo arquetípico;

D. ser provocadora.

Tais características fazem com que, embora passe pelos mesmos mecanismos de reprodutibilidade técnica, a cultura pop se diferencie da média do que chamamos de indústria cultural.

Gian Danton
Macapá, 13/9/2002

http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=724

Mais um outro

O link, entra, é curto

http://www.dpto.com.br/especial/lichtenstein/popart.htm

Foto de Andy Warhol ( há quem não goste nada da arte dele. Você gosta? Procure-a, pode ser na Internet.

Outro artista Pop: David LaChapelle, um fotógrafo PopApe

s

Suas fotos inusitadas, ultra-saturadas e retratando celebridades de maneira mágica/fantástica/bizarra ficaram famosas nos anos 90 e ilustraram capas de inúmeras publicações como Vogue, Vanity Fair, Rolling Stone, i-D e a extinta The Face. Além de campanhas publicitárias de marcas como L’Oreal, MTV, Diesel Jeans, Ford e outras.

Além de fazer fotos para álbuns de artistas, também existe a faceta de LaChapelle fortemente ligada à vídeo-produção. O fotógrafo foi responsável por videoclipes de artistas como: Jennifer Lopez, Gwen Stefani, Christina Aguilera e Moby. O clipe de Natural Blues de Moby ganhou o prêmio de melhor videoclipe no MTV Europe Awards, em 2003.

Seu documentário “Rize” de 2005, sobre o “krumping”, um estilo de dança praticado nas periferias de Los Angeles, recebeu o Reconhecimento Especial do Júri no Festival de Sundance e ganhou como o Melhor Documentário no Aspen Film Festival.

“Heaven to Hell: Belezas e Desastres” estréia hoje em São Paulo e mostra um pouco do trabalho do artista nas duas áreas. São 25 retratos de Courtney Love, Madonna, Marilyn Manson, Angelina Jolie, Gwen Stefani e outros, os videoclipes produzidos por ele e o documentário “Rize”. A entrada é franca e a exposição fica até dia 05 de fevereiro no MuBE.

Veja o trailler de “Rize”: http://www.youtube.com/watch?v=0efEID-uCtE

E entrevista com LaChapelle para a Folha: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u365784.shtml

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http://www.youtube.com/watch?v=_UGUYiU8BDQ&feature=related

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ar de ter nascido na Inglaterra, no início dos anos 50, foi nos Estados Unidos que a pop art encontrou seus principais representantes. Podemos citar Andy Warhol, com suas pinturas de latas de sopa Campbell, garrafas de Coca-Cola e retratos de Marilyn Monroe; Claes Oldenburg e suas esculturas em bronze de objetos do cotidiano, como a máquina de escrever e o telefone; além de George Segal, James Rosequist e Roy Lichtenstein.

E é exatamente por fazer a ligação entre a “alta cultura” e o popular que a pop art provoca muitas discussões. Por um lado existem os que a defendem como uma crítica ao consumismo e à falta de conteúdo nas imagens. Outros consideram a pop art como um item a mais na lista de manifestações supérfluas e alienantes de nossa sociedade.

Links Pop Art

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