Aula de redação

Proposta 2007 da Estadual da Bahia

Posted on: julho 1, 2008

foto Rose

Os textos a seguir deverão servir de base para a sua Redação.
I. O solo, um dos mais importantes recursos naturais, é composto por fragmentos de
rocha, argilominerais formados pela alteração química dos minerais da rocha-matriz e pela
matéria orgânica produzida por organismos que nele vivem.
A cor dos solos é variável, desde o vermelho e marrom intenso dos solos ricos em
ferro até o preto de solos ricos em matéria orgânica. Os solos também variam de textura.
Alguns são repletos de seixos e areia; outros são compostos quase que inteiramente de
argila.
O solo, por ser uma parte essencial do meio ambiente e da economia, tornou-se um
campo de estudo separado, a ciência do solo, desenvolvida no século XX. Os cientistas do
solo, bem como agrônomos, geólogos e engenheiros, estudam a composição e a origem do
solo, sua aptidão para a agricultura e a construção e seu valor como registro das condições
climáticas do passado.
PRESS, Frank et al. Para entender a Terra. Tradução Rualdo Menegat et al. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.
p.173-185. Adaptado.II.

A Terra em que pisamos, habitamos, por onde andamos, atravessamos, viajamos, no
contato (roçar) com sua superfície, produz uma poderosa sensação de abrigo, segurança,
acolhida, tal qual a proteção de um imenso colo de mãe. Não é à toa que a Terra é mãe, em
oposição ao desconhecido, enigmático e contraditório Céu. Ora é luz, engravidando a
Terra de vida, ora é escuro mistério do infinito insondável.
A vista aérea da Terra, por sua vez, ao nos arrancar do contato com a superfície é,
simultaneamente, encantadora e inquietante. Na mudança de escala do olhar, a paisagem
da Terra — borbulhante nas formas e cores da natureza e acrescida pelas linhas,
vincos, estrias e configurações variadas das marcas do fazer humano — transforma-se em
uma espécie de planta-baixa, chapada, mas ao mesmo tempo tátil e multiforme.
SANTAELLA, Lúcia. Cultura das mídias. São Paulo: Experimento, 1996. p. 256.TERRA


[…]
Eu estou apaixonado
por uma menina terra
Signo de elemento terra
do mar se diz terra à vista
Terra para o pé firmeza
terra para a mão carícia
Outros astros lhe são guia
[…]
De onde nem tempo nem espaço,
que a força mãe dê coragem
Pra gente te dar carinho,
durante toda a viagem
Que realizas do nada,
através do qual carregas
o nome da tua carne
Terra, terra,
Por mais distante
o errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
VELOSO, Caetano. Terra. Disponível em: <http://
caetano-veloso.letras.terra.com.br/letras/44780/>.
Acesso em: 23 jul. 2006.


IV. CIO DA TERRA
Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo
o milagre do pão
e se fartar de pão
Decepar a cana
Recolher a garapa da cana
Roubar da cana
a doçura do mel,
se lambuzar de mel
Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra, propícia estação
De fecundar o chão
NASCIMENTO, Milton; BUARQUE, Chico. Cio
da terra. Disponível em: <http://miltonnascimento.
letras.terra.com.br/letras/47414/>.
Acesso em: 23 jul. 2006.


V. O RETIRANTE CHEGA À ZONA DA MATA, QUE O FAZ PENSAR, OUTRA VEZ, EM INTERROMPER A VIAGEM
— Bem diziam que a terra
se faz mais branda e macia
quanto mais do litoral
a viagem se aproxima.
Agora afinal cheguei
nessa terra que diziam.
Como ela é uma terra doce
para os pés e para a vista.
Os rios que correm aqui
têm a água vitalícia.
Cacimbas por todo lado;
cavando o chão, água mina.
Vejo agora que é verdade
o que pensei ser mentira.
Quem sabe se nesta terra
não plantarei minha sina?
Não tenho medo de terra
(cavei pedra toda a vida),
e para quem lutou a braço
contra a piçarra da Caatinga
será fácil amansar
esta aqui, tão feminina.
MELO NETO, João Cabral de. Morte e vida severina e outros poemas em voz alta. 4. ed. Rio de Janeiro: Sabiá,
1969. p. 88-89.

ASSENTAMENTO
Quando eu morrer, que me enterrem na
beira do chapadão
contente com minha terra
cansado de tanta guerra
crescido de coração
Tôo
(apud Guimarães Rosa)
[…]
Quando eu morrer
Cansado de guerra
Morro de bem
Com a minha terra:
Cana, caqui
Inhame, abóbora
Onde só vento se semeava outrora
Amplidão, nação, sertão sem fim
Chico Buarque
SALGADO, Sebastião. Terra. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. p. 74 (il.) e 103.
Com base nos enfoques sobre a interação do homem com a terra/Terra presentes nos
textos, nos seus conhecimentos de mundo e nas suas experiências, produza um texto
dissertativo sobre o tema:
A relação do homem com a terra.
UFBA /

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