Aula de redação

Manipulação e Meios de comunicação de massas

Posted on: julho 5, 2008

ALINE. LEIA E ESTRUTURE AS IDÉIAS MAIS IMPORTANTES. NA AULA DE AMANHÃ, QUERO QUE FALE, SIM FALE, O TEXTO.
Manipulação e Meios de Comunicação de Massa
A manipulação pelos mass media
Tento sempre aperceber-me das intenções das pessoas que me rodeiam e me tentam convencer de alguma coisa. Fico sempre de pé atrás: Ninguém oferece nada a ninguém… O marketing é uma ferramenta do diabo. A manipulação pelos mass média baseia-se na estratégia central de reduzir o mais possível a liberdade de acção do público, obliterando a sua capacidade crítica de discutir ou de resistir ao que lhe é proposto. As estratégias usadas são objecto de muita investigação e planeadas ao pormenor para afectar emocional e cognitivamente as relações que os indivíduos estabelecem entre si e com os objectos que os rodeiam. De um lado encontramos aqueles que querem convencer ou explorar, do outro o público que por vezes não tem consciência que de está a ser manipulado. A manipulação dos afectos Segundo Philippe Breton, a manipulação dos afectos faz-se com o recurso aos sentimentos ou através do efeito de fusão. No primeiro caso, a técnica é criar a ilusão de que o emissor da mensagem está na própria mensagem ou é nela representado “aceita-se facilmente que se o homem é sedutor, o que ele diz é convincente”. Ainda segundo o mesmo autor, a manipulação dos afectos é realizada através de várias estratégias – a sedução demagógica, a sedução pelo estilo, manipular pela clareza, a esteticização da mensagem, o medo e a autoridade, a manipulação das crianças e o amálgama afectivo: A sedução demagógica – Esta técnica é utilizada amiúde na política, sendo que o “protótipo do sedutor é o demagogo”, ao dirigir-se a “vários auditórios particulares, fará crer a cada um que pensa como ele”. Este sedutor “não afirma a sua própria opinião, infiltra-se na opinião alheia” A sedução pelo estilo – Neste caso, “a manipulação começa quando o bem falar substitui o argumento em si (…)”. Manipular pela clareza – A clareza anda a par com a brevidade da mensagem, a qual convence pela sua simplicidade e pela ausência de esforço em aceitá-la. A esteticização da mensagem – Assiste-se à esteticização da mensagem. Um exemplo é a propaganda Nazi, que se baseava numa esteticização das massas, que acabavam por fazer parte da própria mensagem (Breton, 2001). O medo e a autoridade – Recorre-se ao medo, por vezes disfarçado sob a forma de autoridade, para fazer aceitar a todo custo uma opinião ou provocar um comportamento, sem discussão (Breton, 2001). O amálgama afectivo – Este mecanismo “consiste em ir procurar no espírito do auditório (…) um elemento pré-existente simpático, agradável, desejável e até apetecível (…) ou causador de espanto e de medo, e colar de seguida esse elemento à mensagem, que fica assim aumentada”. Esta técnica é usada na publicidade, aumentando a mensagem em relação à sua dimensão informativa. Outra categoria de técnicas manipulatórias, incluídas na manipulação dos afectos é o que se chama o efeito de fusão, com ele pretende-se a aniquilação de toda e qualquer referência no processo de comunicação. Consideram-se as seguintes técnicas, segundo Breton (2001): A repetição – “Esta técnica cria a impressão de que o que foi dito e repetido, já foi argumentado em algum momento anterior”. A repetição é útil na formação de reflexos condicionados, preciosos tanto na publicidade como na propaganda política. A hipnose e a sincronização – É uma técnica mais metódica cujo fito é convencer e fazer mudar comportamentos, através da forma como a mensagem é transmitida e não tanto pelo seu conteúdo. Por exemplo, o manipulador sincroniza a respiração com a pessoa a manipular, pode também proceder à imitação do tom e da entoação da voz, dos gestos corporais e, por fim, num nível superior de comunicação, o seu vocabulário e os seus conceitos. Esta empatia criada leva à manipulação, desde que a pessoa manipulada não se aperceba das técnicas usadas (Breton, 2001). O papel do tacto – Há estudos que comprovam que quando um vendedor toca o possível comprador, este tem mais probabilidades de efectuar a respectiva compra. Assim, é interessante reflectir “sobre se a multiplicação dos estímulos sexuais na publicidade e na comunicação não funcionam como uma dimensão alargada do tacto (…) podemos ser “tocados” por essas imagens e experimentar, por esse facto, sem saber porquê, uma grande simpatia pelo produto a que elas estão associadas”.

Breton, Philippe, A palavra manipulada, Lisboa, Ed. Caminho, 2001

http://filosofiavivapro.blogs.sapo.pt/16752.html

“Já no início do século XXI, observa-se uma queda na hegemonia das grandes corporações midiáticas que durante o século passado dominaram o cenário mundial com a massificação da cultura. Em artigo publicado no dia 19 de setembro de 2004 na Folha de S. Paulo, a coordenadora adjunta da Escola de Comunicação e Artes da UFRJ, Ivana Bentes, afirma que a cultura digital pós-industrial em todo o planeta vem pondo em cheque o capitalismo nacional e monopolista, deslocando de forma radical a idéia de uma “identidade nacional”, fossilizada e arraigada, em nome de uma ‘diversidade’ cultural bem mais complexa, perturbadora e nômade que todo o velho ideário nacionalista. Ela observa que redes de cooperativas, coletivos de toda espécie, produtores independentes “têm a real oportunidade de participar na produção da comunicação em nível local, regional e global”.

As imposições da ideologia capitalista burguesa e do consumismo desenfreado não findaram, nem estão perto de terminar. Mas a possibilidade de difundir e produzir cultura, arte e tecnologia a nível global surge como ponto crucial no rompimento dessa hegemonia corporativista, que está ligada quase sempre aos ideais de uma minoria rica e com poder. Exemplo disso, é o movimento anti-globalização que teve início em meados da década passada, que “tem elaborado uma nova gramática no repertório das demandas e dos conflitos sociais, trazendo novamente as lutas sociais para o palco da cena pública e a política para a dimensão pública -tanto na forma de operar, nas ruas, quanto no conteúdo do debate que trouxe à tona: o modo de vida capitalista ocidental moderno e seus efeitos destrutivos sobre a natureza” (Gohn, 2001, pg. 07)

É nesse ambiente que, em meados da década de 90, artistas, ativistas e hackers de todo o mundo começaram a pensar em mecanismos capazes de cada vez mais destituir a força da mídia corporativista. Reunidos em festivais de arte, em manifestações públicas ou virtais, em salas de bate-papo na Internet e nos Fóruns Sociais e outros atos públicos, passaram a trabalhar sob o conceito de “construa sua própria mídia”, questionando a informação de massa e sua contribuição para o sedentarismo cultural e ideológico-dominante.

Em nossos países, a televisão mostra o que ela quer que aconteça; e nada acontece se a televisão não mostrar. A televisão, essa última luz que te salva da solidão e da noite, é a realidade. Porque a vida é um espetáculo: para os que se comportam bem, o sistema promete uma boa poltrona. (GALEANO, pg. 148)

http://www.cibersociedad.net/congres2004/grups/fitxacom_publica2.php?grup=5&id=652

7 Respostas to "Manipulação e Meios de comunicação de massas"

alo, sou setudante de Jornalismo em Mocambique, na recem criada Escola Superior de Joranlismo. um grande problema com o qua nos debatemos como estudantes de comunicacao social, e a falta de bilbiografia dda area. agradeciamos que lancassem amasi artigos sobre jornalsimo e comunicacao social, em geral.

Com os cumprimentos.

Ate ja.

Jornalismo? Deve estar a brincar! vc nem sabe escrever portugues!

qualquer pessoa consegue notar que a pessoa em causa( estudante de jornalismo) escreveu com uma certa preça, e fiquem ja a saber que os melhores escritores sobre o mundo que nos rodeia sao os dos palop, tentam ler algum livro do mia couto, se conseguirem decifrar os códigos que ele usa aí sim, podem gozar. e só gozam porque o estudante é moçambicano se fosse português nem um comentário sobre a linguagem, ia estar exposto.

Concordo com o David . Jornalismo ?

esse cara é um burro

todos vcs sao burros caras

o regionalismo como é que fica? alguém aqui se esqueceu o porque da reforma ortográfica? tolerância é bom e conserva os dentes!

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