Aula de redação

Este exercício não está pronto ainda

Posted on: julho 28, 2008

“A prisão na semana passada do monstro genocida sérvio Radovan Karadzic, travestido de guru barbudo da medicina alternativa para escapar da Justiça, me fez, por diferentes razões, lembrar de três personagens com quem cruzei em anos recentes. Um deles encontrei em uma manhã de dezembro de 1998, em meio às inúmeras personalidades que transitavam pelo hall da sede da Unesco, em Paris, durante as comemorações do cinqüentenário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O assédio de fotógrafos e cinegrafistas era dirigido aos anfitriões franceses, o então presidente Jacques Chirac e o primeiro-ministro Lionel Jospin, ou a convidados ilustres como o então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e o líder tibetano Dalai Lama. Entre as celebridades políticas, uma mulher circulava quase despercebida: Phan Thi Kim Phuc. Uma fotografia de Kim Phuc, no entanto, já obteve repercussão maior do que a de qualquer retrato de um dos nomes citados acima. Sua imagem foi eternizada para a história aos 9 anos de idade. Ela é a menina que, na tarde de 8 de junho de 1972, corria nua e de braços abertos por uma estrada do Vietnã, a pele abrasada pelas bombas de napalm despejadas do céu sobre a cidade de Trang Bang, a 64 quilômetros de Saigon, gritando “nong qua, nong qua” (muito quente, muito quente). O instantâneo da expressão de dor e do horror da guerra foi congelado pela lente do correspondente da Associated Press Nick Ut e reproduzido no mundo inteiro.

Veja também:
» Do you remember me?

Kim Phuc permaneceu 14 meses em um hospital de Saigon após o bombardeio e, ao longo dos anos, sofreu 17 operações para reparar os ferimentos provocados pelas queimaduras. Até hoje, padece de dores na cabeça e tem o sono atormentado por causa dos ferimentos. Conversamos em um dos recantos do enorme salão. Com a voz suave, contou ter tentado de todas as formas esquecer aquele momento, mas sem sucesso. “Cada vez que vejo aquela fotografia sinto dor, medo, tudo. É terrível”, disse. Kim defendeu os discursos de defesa dos Direitos Humanos proferidos em Paris como uma promessa para o futuro, mas a intimidade da guerra, sublinhou, ela conhece mais do que ninguém. “Eu vivi na pele tudo isso que está em discussão aqui, é diferente”, afirmou.”

Continue aqui. Portal Terra.

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3031158-EI6782,00.html

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Paz é geralmente definida como um estado de calma ou tranquilidade, uma ausência de perturbações ou agitação. Derivada do latim Pax = Absentia Belli, pode referir-se à ausência de violência ou guerra. Neste sentido, a paz entre nações, e dentro delas, é o objectivo assumido de muitas organizações, designadamente a ONU.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Paz

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Que estranho bicho o homem. O que ele mais deseja no convívio inter-humano não é afinal a paz, a concórdia, o sossego colectivo. O que ele deseja realmente é a guerra, o risco ao menos disso, e no fundo o desastre, o infortúnio. Ele não foi feito para a conquista de seja o que for, mas só para o conquistar seja o que for. Poucos homens afirmaram que a guerra é um bem (Hegel, por exemplo), mas é isso que no fundo desejam. A guerra é o perigo, o desafio ao destino, a possibilidade de triunfo, mas sobretudo a inquietação em acção. Da paz se diz que é «podre», porque é o estarmos recaídos sobre nós, a inactividade, a derrota que sobrevém não apenas ao que ficou derrotado, mas ainda ou sobretudo ao que venceu. O que ficou derrotado é o mais feliz pela necessidade iniludível de tentar de novo a sorte. Mas o que venceu não tem paz senão por algum tempo no seu coração alvoroçado. A guerra é o estado natural do bicho humano, ele não pode suportar a felicidade a que aspirou. Como o grupo de futebol, qualquer vitória alcançada é o estímulo insuportável para vencer outra vez.

gílio Ferreira, in ‘Conta-Corrente IV’

http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&refid=200802040900

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