Aula de redação

Um e-mail para minha prima Vânia

Posted on: agosto 3, 2008

Vânia,

você acha que amizade virtual é fantasiosa. Que pessoas se acomodam , ali no canto, do computador.

Mas eu sou sua amiga virtual. Provenho do seu passado. A última vez foi na viagem a Minas. Você, a meninha que gostava de cantar. Canto comprido feito a Fernão Dias. Lembra? Shocking Blue. I’m Vênus, I’m fire at your desire.

A tecnologia me levou a você. Ainda usa aquele chapéu. Lembra? Tanto tempo.

Mas todo amor é virtual, Vânia. Pensa se não. Porque nunca temos a dimensão do outro. Difícil capturar a essência. Quer ser compreendida? Vista? Olha eu aqui! E quão difícil se mostrar! Quero que me ame feito sou. Com defeitos, inclusive.

A Internet é um extra para ver e ser visto.

Também sei, há quem se promova, lá do outro lado do computador. O jogo de espelho é cruel. Se você me vê como uma Julieta, eu serei a Julieta?

Será que eu desejo isto? E você?

No passado, cartas iam e vinham naqueles papéis floridos, perfumados, o redator e as melhoras palavras. Seduzir um pouco sempre fez parte.

Vânia, eu acredito na comunicação escrita. Porque no arranjo das palavras há nesgas de luz.

No divã cochichamos o silêncio. E, pois bem, fantasiamos! E a fantasia do outro me traz um pouco dele. Será?

Não me refiro aos tolos que acreditam em tudo e aos tolos que pensam enganar. Vida afora infantis.

Uma amiga virtual me escreveu “mas um sonho bem recheado, fresquinho, com um bom café não é má idéia”.

Porque o sonho sempre busca concretizar-se, Vânia. O desejo revela o ser.

Talvez nossa aproximação se mantenha assim de longe. O sol também fica longe e me aquece. Assim feito o rastro de contentamento que você deixou na viagem a Minas.

O senão da Internet é o vício. É preciso cuidar disso. No mais, acho-a uma bênção! O recluso tem na Internet uma janela. Que cuide pra não perder a vida nela. Além da janela, há a porta.

Passei a infância de pijama, em casa. Por causa da bronquite. Punha roupa de sair só pra receber visita.

Tímida, não me sentia à vontade na casa dos outros.Visto a roupa de sair feito fosse fantasia de carnaval. Em casa, fico à vontade. Vem aqui me visitar? Faço um bolo.

Já passeei bastante, dos 17 aos 29. As luzes da rua ainda estão no meu olho. Saio pouco. É fato.

Trabalho muito. Leio demais. Sábado, à noite, estou tão cansada que, no máximo, uma pizza com um dos meus 3 amigos. Sim, tenho 3 bons amigos. Não são dos que alisam, jogam flores.

E os amigos virtuais são poucos, a maioria ,alunos.Cultivo amigos de perto e de longe. Poucos.

Já briguei com muito amigo da Internet. Deleto quando a coisa complica. Mas na vida a gente sempre acaba deletando alguém.

Os amigos virtuais – às vezes ficam.

Você já viu o filme “Nunca te vi sempre te amei”.O nome é tradução, mas é com esse nome que vai achar o filme. Assista.

O contato virtual é livro mágico, cujo autor conversa com a gente.

Mas, pelo que entendi, o contato virtual não lhe é satisfatório. É hora de desligar o computador, ir para o campo.

Internet é janela, onde me revelo. Até demais. Eu não devia ter escrito tudo isso.

Um beijo.

1 Response to "Um e-mail para minha prima Vânia"

Mais um texto meu que está jogado na rede.

Fazer oq u~e? Não cair na rede. MNão colocar nada pessoal, pq se não roubam – tive um caso agora Portal do Vestibular , roubaram o conteúdo todo dum blog de redação – é isso de perder a senha e nunca mais resgatá-la.
Não confio mais na internet. P isso cada vez mais uso-a para ler coisas de sites protegidos, jornais e só.

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