Aula de redação

Técnica de redação nível bebê. Veículos radicais.

Posted on: agosto 26, 2008

Fiz algumas perguntas ligadas à interpretação e redação de textos. Vá lendo e descubra nos vãos dos parágrafos o que é que eu perguntei.

Veículos ‘radicais’ garantem a adrenalina

Bruno Sylvestre
Rogério Abade

Automóveis modificados e o motociclismo: velocidade e liberdade

Desde de seu surgimento, carros e motos despertam admiração e fascínio. No início, eram vistos como uma revolução nos meios de transporte, e logo se tornaram objetos de desejo, ganharam vida e se transformaram em obras de arte sobre rodas.

A prática da modificação de carros surgiu entre os jovens dos Estados Unidos, no início da década de 50. No mesmo período, os fãs de motocicletas começaram a se organizar em grupos, hoje conhecidos como motoclubes. Hot Rods e Street Rods, como eram conhecidos os carros modificados da época, possuíam um tratamento especial, tanto na aparência quanto na potência dos motores, e suas modificações eram feitas em oficinas de fundo de quintal, normalmente nos finais de semana.

EXERCÍCIO: SOME AS LINHAS AZUIS E EXPONHA A IDÉIA CENTRAL. NÃO ULTRAPASSE DUAS LINHAS. RS

3 Piloto de corrida de arrancada – onde se disputa, em linha reta, quem tem o carro mais veloz – Walter Seiki Utsunomiya, 23, já efetuou diversas mudanças em seu carro. Depois da instalação de uma turbina e várias modificações mecânicas, como freio a disco nas quatro rodas, comando de válvulas e câmbio especiais, o motor de seu Gol GTS 89 1.9 foi totalmente mudado, e agora é capaz de gerar 450cv de potência. Utsunomiya, considera os rachas de rua prática irresponsável e criminosa, que denigre a imagem do automobilismo e dos proprietários de veículos de alta performance. “Racha é crime, arrancada é esporte”, enfatiza Utsonomyia.

Exercício: use o exerto “Racha é crime, arrancada é esporte” como tópico frasal. Continue o parágrafo, usando argumentação eficaz!

Carros modificados requerem documentação especial para circular nas ruas, pois sem isso, o veículo pode ser apreendido pela polícia. Para adquirir essa documentação é preciso preencher um requerimento que detalhe as modificações e encaminhar para o Detran (Departamento Estadual de Trânsito), que autoriza ou não as alterações. Em seguida, em uma oficina credenciada pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), o proprietário recebe o Certificado de Segurança Veicular. Por fim, deve retornar ao Detran, que emite um novo documento onde são indicadas todas as mudanças realizadas.

Exercício. Imagine que o tópico frasal comece assim

“Carros modificados requerem documentação especial para circular nas ruas”

Continue o texto ( não ultrapasse um parágrafo), usando um argumento de “conseqüência”.

Não entendeu? Escreva-me.

Motores

Para atender às necessidades dos que amam a velocidade, oficinas mecânicas de preparação de motores e lojas de acessórios para automóveis, oferecem a seus clientes as novidades do mundo da alta velocidade e personalização de veículos. Padock Mesquita, proprietário da Padock Preparação de Motores, oficina localizada em Americana, está nesse ramo há 25 anos. Seu trabalho é aumentar a potência dos motores para aqueles que buscam alta velocidade.

Mudança mais solicitada pelo seu público – na maioria jovens, a instalação de “um kit turbo básico”, dobra a potência de um motor de 100 cv. “Isso sem exagero de pressão no turbo, para não haver problemas de quebra do motor e a pessoa poder viajar e usar o carro normalmente no dia-a-dia”, diz Padock. Esse trabalho, se realizado em um carro pequeno, com motor alimentado por carburador, custa em média 2.500 reais.

Para muitos, isso é só o começo. “Em primeiro lugar o pessoal pede para turbinar o carro. Depois, a pessoa começa a acostumar com o carro e já acha que não está mais andando como andava, conta Padock. É nesse estágio que entra a preparação do motor. Segundo Padock, depois de uma preparação adequada, é possível se chegar a 500, 600cv de potência, tranqüilamente.

Muitos de seus clientes participam de campeonatos de arrancadas, e no ano que vêm será formada uma equipe, composta por pilotos da região, para a disputa de provas em todo estado de São Paulo. Em Arthur Nogueira, já existe um local próprio para esse tipo de evento. Em Piracicaba, está prevista a construção de uma pista junto do ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo), no distrito de Tupi. “Está crescendo muito isso na região, está ficando muito bacana. Em Americana já ocorrem eventos de rua de três em três meses”, afirma Padock.

Exercício: exponha objetivamente sua opinião a respeito do ‘kit turbo básico”

Duas rodas

Diferente dos anos 50, quando grupos de motociclistas eram sinônimo de gangues violentas e foras da lei, hoje, os motoclubes são integrados por pessoas que buscam nessa atividade uma forma de lazer e um hobby.

O vice-presidente do Clube de Motociclistas Acorrentados, de Paulínia, Cristiano Gomes de Souza, o “Faísca”, vê no clube uma grande família formada por fãs de motocicletas.

Nas viagens realizadas pelos Acorrentados, o companheirismo é fator máximo, e o que prevalece é a responsabilidade ao dirigir. Ponto alto das viagens, segundo Faísca, é quando há o encontro, nas estradas, com outro motoclube que tem o mesmo destino. Nessas ocasiões, os dois clubes se aglutinam, e se forma um só, sem rivalidades.

Os Acorrentados planejam suas viagens num raio de 500Km e priorizam eventos menores, realizados por moto clubes e não por prefeituras. O motivo, afirma Faísca, seria a mistura de públicos. “Nos eventos realizados por prefeituras, não dá para saber quem realmente é motociclista, ou só está lá para beber e badernar”, diz Faísca.

Marcos Pimentel, integrante do Clube Acorrentados, aponta que é raro haver colecionadores de motos que fazem parte de motoclubes. Geralmente, possuem uma moto. Alguns proprietários chegam a mudar a estrutura da moto, como no caso da montagem de um triciclo, que também é considerado um seguimento do motociclismo.

Exercício
Ponto alto das viagens, segundo Faísca, é quando há o encontro, nas estradas, com outro motoclube que tem o mesmo destino. Nessas ocasiões, os dois clubes se aglutinam, e se forma um só, sem rivalidades”

Está correto? Leia:  ” Ponto alto das viagens (…) é quando há o encontro.

Justifique sua resposta.

Nas rodovias, segundo Pimentel os motoristas de carros e caminhões respeitam os motociclistas, talvez por andarem em grandes grupos, e raramente são parados por policiais rodoviários. No trânsito das cidades, entretanto, esse respeito não ocorre.

Cada integrante do Acorrentado tem um argumento para justificar o desejo pela moto. Faísca, diz que este é seu vício, que o faz esquecer tudo o que ocorreu durante a semana. Pimentel, que gosta de moto desde criança, resume tudo em uma só palavra: adrenalina. O presidente dos Acorrentados Hener Alberti Casteliano, mais conhecido como “Sucuri”, ironiza, e diz que os finais de semana são bem melhores que as segundas-feiras, mas confessa, que só a moto lhe oferece o que nenhum outro meio de transporte pode: “liberdade, contato direto com o vento, solo, você fica exposto às condições climáticas”.

Exercício: há ligação entre o parágrafo verde-rã e o vinhozinho? Se houver, use o conectivo certo entre eles. Se não, justifique sua resposta.

Motociclista

Qual é a diferença entre o motociclista e o motoqueiro? Faísca, diz que motoqueiro é “um ser bípede que anda sobre duas rodas”, geralmente jovem, que desrespeita às leis de trânsito e não se preocupa com a segurança. E o motociclista é aquele que, independente de ser integrante de um motoclube, respeita o próximo e as leis de trânsito.
Leonardo M.B, 22 anos, assume ser um legítimo motoqueiro. Afirma desrespeitar às leis de trânsito e praticar manobras com a moto em locais públicos. “É incontrolável. Quando saio com meus amigos para dar um rolê, parece que alguma coisa me atenta”, afirma M.B, que não teme a ação da polícia e completa: “Fica mais interessante quando a polícia nos persegue. Atravessamos canteiros, entramos em ruas de terra, sempre com
uma rota* (repare o cacófato: arrota- rs)
de fuga na cabeça”.

Exercício: você aceita a definição dada por Leonardo ( será o Leonardo, o filho, do Memórias de um Sargento de Milícias?) ? Justifique a resposta, tá bom?

“Racha” de rua: prática ilegal

Infração gravíssima, prevista no Novo Código Nacional de Trânsito, a prática do “racha” de rua pode render ao condutor a cassação da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e multa de R$ 575,00, por ser considerada direção perigosa de veículo. Em casos de acidentes com vítimas fatais, os envolvidos responderão por homicídio doloso. A pena prevista no Código Penal é de 12 anos de prisão.

Em Paulínia, Tadeu Aparecido Brito Almeida, delegado titular da Delegacia Municipal há 11 anos, afirma realizar a apreensão de veículos de proprietários que foram identificados como participantes de “rachas” de rua. “Estamos solicitando para Guarda Municipal e Polícia Militar que façam a apreensão de alguns veículos de pessoas já conhecidas que participam de racha”, diz Almeida.

Arnaldo Henck Kaffer, tenente do Corpo de Bombeiro de Paulínia, considera a BR 121 o local mais arriscado da região para condutores de carros e motos. A pista não possui guard-rail, e é muito utilizada por caminhões, pois dá acesso à Refinaria Replan.

Nos 120 quilômetros da BR 121, existe um trecho conhecido como Tapetão- são 9 km em linha reta que vão da ponte da Rodovia D. Pedro até Campinas. Segundo um policial militar, que não quis se identificar, o trecho é utilizado por praticantes de “rachas”. “Mesmo com policiamento extensivo, o trecho é usado até hoje para se tirar rachas. Apesar do Tapetão ser quase todo em linha reta, ele é muito ondulado e traiçoeiro, sendo seguro até uma velocidade média de 110 Km/h”, alerta o PM.

http://www.unimep.br/fc/painelonline/painel46_11.htm

Exercício

Qual é a idéia mais importante do texto que você acabou de ler?

Escreva-a. Bom trabalho!

4 Respostas to "Técnica de redação nível bebê. Veículos radicais."

Vc ganhou 1 milhão caraca!

Deposita 10mil pra mim, por favor!

Que bobagem!

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